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CNBCPreço do petróleo dispara e ultrapassa US$ 100 por barril

Conflito no Oriente Médio

Petróleo rompe US$ 100 e países do Golfo cortam produção por falta de espaço

Publicado 09/03/2026 • 08:03 | Atualizado há 6 horas

KEY POINTS

  • Petróleo Brent sobe mais de 10% e chega a US$ 102 por barril após cortes de produção no Golfo Pérsico
  • Iraque, Kuwait e Emirados Árabes reduzem extração porque tanques de armazenamento chegaram ao limite
  • Ministros de finanças do G7 discutem liberação coordenada de reservas para conter alta dos preços
Preço do barril de petróleo

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Petroleira

O petróleo ultrapassou US$ 100 por barril nesta segunda-feira, impulsionado pelos cortes de produção anunciados por três grandes membros da Opep, Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, que estão sem espaço para armazenar o óleo que não conseguem exportar pelo Estreito de Ormuz.

O Brent era negociado a US$ 102,22 por barril, com alta de mais de 10%. O WTI, referência americana, subia 8,6%, a US$ 98,74 o barril. Durante a madrugada, o petróleo americano chegou a romper os US$ 110 — maior nível desde meados de 2022, quando a invasão russa da Ucrânia sacudiu os mercados de energia. Na semana passada, o WTI havia acumulado alta de 35%, a maior variação semanal na história dos contratos futuros, desde 1983.

Leia também: Filho de Khamenei assume liderança enquanto guerra no Irã faz preço do petróleo disparar; G7 se reúne para discutir sobre reservas 

Estreito bloqueado e tanques lotados

O problema central é logístico. Os países do Golfo continuam produzindo petróleo, mas não conseguem escoá-lo. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial de petróleo, está praticamente fechado para o tráfego de navios por causa das ameaças iranianas a embarcações na região.

Com os tankers se recusando a atravessar o estreito, o óleo produzido não tem para onde ir. Os tanques de armazenamento foram chegando ao limite — e o corte na produção tornou-se inevitável.

Colapso iraquiano

O caso mais grave é o do Iraque, segundo maior produtor da Opep. A produção nos três principais campos petrolíferos do sul do país despencou 70%, de 4,3 milhões de barris por dia para 1,3 milhão, de acordo com três executivos do setor ouvidos pela Reuters.

O Kuwait, quinto maior produtor do cartel, anunciou no sábado cortes preventivos na produção e nas refinarias, citando explicitamente as “ameaças iranianas à passagem segura de navios pelo Estreito de Ormuz”. A estatal Kuwait Petroleum Corporation não informou o volume dos cortes.

Emirados administram estoques

Os Emirados Árabes Unidos, terceiro maior produtor da Opep, informaram que estão “gerenciando com cuidado os níveis de produção offshore para lidar com os requisitos de armazenamento”. A Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) acrescentou que as operações terrestres seguem normalmente.

G7 discute reservas de emergência

Com os preços em alta, os ministros de finanças do G7 devem realizar uma chamada às 8h30 (horário de Brasília) para discutir uma liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo, segundo o Financial Times, que citou pessoas com conhecimento das conversas.

Trump e o preço da guerra

Logo após o petróleo romper os US$ 100 no início das negociações de domingo à noite, o presidente Donald Trump publicou no Truth Social que o aumento “de curto prazo nos preços do petróleo” era um “preço muito pequeno a pagar” pela destruição da ameaça nuclear do Irã. “Só tolos pensariam diferente!”, escreveu Trump.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou no domingo que o tráfego pelo Estreito de Ormuz deve voltar ao normal assim que os EUA eliminarem a capacidade do Irã de atacar navios. “Não estamos muito longe de ver a retomada regular do tráfego pelo Estreito de Ormuz”, disse Wright à CNN. “No pior dos casos, estamos falando de semanas, não de meses.”

A guerra mostrou poucos sinais de arrefecimento. O Irã nomeou Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei — morto pelos EUA e Israel nos primeiros dias do conflito —, como novo líder supremo do país.

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