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SpaceX pode ser incluída no Nasdaq 100 e no S&P 500 após IPO
Publicado 24/05/2026 • 19:52 | Atualizado há 1 hora
Publicado 24/05/2026 • 19:52 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Reprodução
A SpaceX está prestes a entrar em um território que nenhum IPO (oferta pública inicial) jamais alcançou antes.
A empresa criada e liderada por Elon Musk está mirando uma avaliação “astronômica” de US$ 1,75 trilhão na Nasdaq. E, caso vá a mercado, a SpaceX pode ser rapidamente incluída em índices amplos como o Nasdaq 100 e o S&P 500.
Enquanto investidores e analistas já começam a se preparar e traçar estratégias para tentar aproveitar esse IPO, uma das formas indiretas de exposição será investir nos índices setoriais e industriais do S&P nos quais a SpaceX acabaria sendo incluída.
Quando uma empresa abre capital, como a SpaceX deve fazer nas próximas semanas, duas instituições (S&P Global e MSCI) são responsáveis por definir em qual setor e quais índices ela se encaixa melhor. Como a SpaceX atua em várias frentes da economia, desde foguetes e missões espaciais até internet via satélite, data centers e inteligência artificial com o Grok, essa classificação pode ser mais complexa do que o normal.
Funciona assim:
Primeiro, a empresa recém-listada é colocada em uma das 163 “subindústrias”. Depois, ela é refinada para uma das 74 “indústrias” e, em seguida, para um dos 25 “grupos industriais”, até finalmente ser atribuída a um dos 11 setores do S&P. Esses setores incluem tecnologia da informação, comunicação, indústria, energia, saúde, consumo discricionário, consumo básico, financeiro, utilidades, materiais e imobiliário.
A MSCI e a S&P analisam quatro grandes camadas para decidir essa classificação.
O principal critério é entender de onde vem a maior parte da receita da empresa. Segundo o documento S1 da SpaceX, “os segmentos de Espaço e Conectividade contribuíram com a grande maioria da nossa receita consolidada no trimestre encerrado em 31 de março de 2026 e no ano encerrado em 31 de dezembro de 2025, demonstrando os benefícios de escala e alavancagem operacional do nosso modelo de negócios verticalmente integrado”.
A parte de “espaço” envolve lançamentos de foguetes e missões espaciais. A SpaceX afirma que essa receita vem principalmente de serviços de lançamento e missão com Falcon 9, Falcon Heavy e Dragon, voltados a clientes comerciais e governamentais.
Já a parte de “conectividade” é o Starlink, que fornece internet de alta velocidade em escala global. Só esse segmento gerou mais de US$ 11 bilhões em receita em 2025.
O negócio espacial respondeu por cerca de US$ 4 bilhões no mesmo ano. Outro braço importante é o relacionado à inteligência artificial, incluindo a plataforma de Musk com o Grok. Esse segmento, ligado à xAI, teria gerado US$ 3,2 bilhões em 2025. A xAI também obtém receita a partir de data centers em Memphis (Tennessee) e Southaven (Mississippi).
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Representantes da MSCI e da S&P afirmam que, embora a receita seja um fator central na classificação setorial, “lucros e percepção de mercado também são considerados informações relevantes e entram na análise durante a revisão anual”.
Com base na receita vinda do Starlink, a SpaceX provavelmente seria enquadrada no setor de Serviços de Comunicação do S&P, que hoje inclui empresas como Alphabet, Meta, Netflix e Echostar, esta última, inclusive, detém entre 2% e 3% da SpaceX. Esse setor também reúne nomes como AT&T, Verizon, Charter Communications e Walt Disney.
Ainda assim, a SpaceX também poderia ser candidata ao setor industrial, que inclui empresas de defesa e aeroespaciais como Boeing, Northrop Grumman, General Dynamics e outras.
Além disso, embora a SpaceX tenha operações em data centers terrestres, Elon Musk já deixou claro que o futuro dessa área está no espaço. Em um fórum de investimentos em 2025, ele afirmou que, no longo prazo, o jeito mais barato de rodar computação de IA seria com satélites movidos a energia solar.
“No futuro de quatro a cinco anos, o menor custo de computação de IA será com satélites de IA movidos a energia solar”, disse Musk.
Hoje, empresas de data centers terrestres costumam ficar no setor imobiliário do S&P, com nomes como Equinix, Digital Realty e Iron Mountain, todas com forte valorização recente. Mas uma versão espacial desse modelo poderia acabar sendo classificada de forma bem diferente, já que não dependeria de espaço físico na Terra.
No próprio documento S1, a SpaceX reforça essa visão: “Acreditamos que a SpaceX está em uma posição única para implantar e operar data centers em órbita, que podem eventualmente ter custo menor do que os terrestres, graças à nossa abordagem verticalmente integrada envolvendo lançamentos, fabricação de satélites em escala, conectividade de rede e experiência em data centers terrestres.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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