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Trump e Rubio dizem que negociações com Teerã continuam apesar de alegações da mídia iraniana
Publicado 02/06/2026 • 16:02 | Atualizado há 7 horas
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Publicado 02/06/2026 • 16:02 | Atualizado há 7 horas
KEY POINTS
O presidente Donald Trump e o secretário de Estado Marco Rubio afirmaram nesta terça-feira (2) que os Estados Unidos continuam negociando com o Irã um acordo para suspender a guerra entre os dois países, apesar de alegações da mídia estatal iraniana em sentido contrário.
Rubio também declarou ao Comitê de Relações Exteriores do Senado que, como parte dessas conversas, “existe a possibilidade” de que o Irã “possa negociar aspectos de seu programa nuclear”.
A agência iraniana Fars, citando uma fonte, informou na manhã de terça-feira que Irã e Estados Unidos deixaram de trocar mensagens há vários dias.
Na segunda-feira (1), a agência estatal Tasnim informou que os negociadores iranianos interromperiam a troca de mensagens com os Estados Unidos por meio de intermediários e que o país passaria a fechar completamente o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo.
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Trump, em publicação na rede Truth Social nesta terça-feira à tarde, escreveu que “as notícias falsas de que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos pararam de conversar há alguns dias são falsas e equivocadas”.
“As conversas entre nós têm ocorrido continuamente, incluindo há quatro dias, três dias, dois dias, ontem e hoje”, escreveu Trump.
“Onde elas vão levar, ninguém sabe, mas como eu disse ao Irã: ‘Chegou a hora, de uma forma ou de outra, de vocês fecharem um acordo. Vocês fazem isso há 47 anos e isso não pode continuar por mais tempo’”, acrescentou.
No entanto, na segunda-feira, Trump disse à CNBC em entrevista por telefone que “realmente não se importa” com a possibilidade de o Irã encerrar as negociações. Segundo ele, as conversas “começaram a ficar muito entediantes”.
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O presidente também afirmou que o Irã não havia comunicado oficialmente que deixaria as negociações.
Durante seu depoimento ao Senado, Rubio afirmou que “agora estamos em negociações”. “E digo negociações porque conversar com o Irã não é como conversar com a Suíça. É muito diferente. Infelizmente, exige o uso de intermediários”, afirmou.
Segundo ele, existe a possibilidade de que, pela primeira vez em muitos anos, o Irã esteja disposto a discutir elementos de seu programa nuclear.
“Pela primeira vez, certamente na minha memória, eles concordaram em negociar aspectos de seu programa nuclear que, há apenas um mês ou um ano, se recusavam até mesmo a mencionar”, declarou.
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Rubio ressaltou que isso não representa garantia de um acordo final aceitável para o Senado ou para a população americana. “Mas seremos capazes de envolvê-los em um processo para realmente testar até onde estão dispostos a ir”, disse.
Rubio, que também atua como conselheiro de segurança nacional de Trump, fez seu primeiro depoimento público sobre a guerra desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.
Ele defendeu a decisão de Trump de iniciar a ofensiva, afirmando que o Irã vinha tentando construir um “escudo convencional” de mísseis, drones e ativos navais para proteger seu programa nuclear.
“Se vocês vierem fazer qualquer coisa contra nosso programa nuclear, nós os sobrecarregaremos com mísseis, drones e nossa marinha”, afirmou Rubio ao descrever a postura iraniana.
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Seguir no GoogleSegundo ele, o Irã buscava alcançar um “ponto de imunidade”, algo que Trump teria impedido.
Rubio afirmou ainda que a operação militar denominada “Epic Fury” foi “altamente bem-sucedida”, reduzindo significativamente a capacidade iraniana de produzir mísseis e drones, embora tenha reconhecido que Teerã ainda mantém grande quantidade desses equipamentos.
O secretário de Estado destacou que a reabertura do Estreito de Ormuz continua sendo um elemento central para qualquer processo de redução das tensões. “Eles precisam anunciar que não irão mais atirar ou ameaçar atirar contra navios comerciais que estejam atravessando a região”, afirmou.
Segundo Rubio, o Irã também deve declarar a passagem aberta, interromper a cobrança de pedágios, ajudar na remoção de minas marítimas e se comprometer a não atacar embarcações comerciais.
A audiência ocorreu em um momento de crescente desconforto no Congresso americano em relação à guerra, seus impactos econômicos e à autoridade de Trump para manter o conflito sem autorização formal dos parlamentares.
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A senadora Jeanne Shaheen, principal democrata do comitê, acusou o governo de evitar a supervisão do Congresso. “Quando converso com meus eleitores, eles pedem alívio econômico em casa, não mudança de regime em Havana, Caracas ou Teerã”, afirmou.
Ela também criticou a notificação enviada pelo governo sobre os poderes de guerra, classificando-a como uma tentativa de evitar prestar contas ao Congresso.
Embora a audiência tivesse como foco o orçamento do Departamento de Estado, o debate se ampliou para incluir questões relacionadas ao Irã, Venezuela, Cuba e à política externa mais ampla da administração Trump.
Rubio deverá comparecer a diversos painéis da Câmara e do Senado ao longo desta semana, enquanto parlamentares pressionam o secretário sobre a guerra com o Irã, além das políticas voltadas para Venezuela, Cuba e outras frentes diplomáticas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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