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Irã e Ucrânia trocam acusações sobre ataque no Mar Cáspio e tensão no Oriente Médio cresce
Publicado 26/07/2026 • 11:15 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 26/07/2026 • 11:15 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
Mar Cáspio
O Irã convocou neste domingo (26) um diplomata ucraniano em Teerã para protestar contra um ataque a uma embarcação comercial iraniana no mar Cáspio, em meio à ameaça de sobreposição entre a guerra no Oriente Médio e o conflito na Ucrânia.
Segundo o Irã, o ataque deixou um marinheiro morto e feriu outros tripulantes. O Ministério das Relações Exteriores do país fez a reclamação ao encarregado de negócios da Ucrânia em Teerã na madrugada de domingo e transmitiu o protesto formal contra o que classificou como ato hostil e criminoso, segundo a agência estatal iraniana IRNA.
Leia também: Mar Cáspio: o corredor logístico que abriga bilhões em reservas de petróleo e é palco de três guerras ao mesmo tempo
Em publicação na rede X destacando ataques ucranianos a alvos russos distantes, o presidente Volodymyr Zelensky afirmou no sábado (25) que as forças de seu país também alcançaram resultados expressivos com ataques de longo alcance no mar Cáspio, incluindo embarcações usadas em transporte de carga militar envolvendo o Irã, além de um navio de guerra.
A Rússia usa há tempos drones Shahed de fabricação iraniana em sua guerra contra a Ucrânia, arma que analistas às vezes chamam de míssil de cruzeiro do homem pobre.
No entanto, os ataques recentes da Ucrânia, somados aos bombardeios sauditas contra alvos houthis apoiados pelo Irã no Iêmen, em resposta a ataques do grupo rebelde a embarcações no mar Vermelho nos últimos dias, representam uma ampliação do conflito no Oriente Médio.
As defesas aéreas da Arábia Saudita teriam interceptado dois mísseis balísticos disparados do Iêmen no sábado.
Os combates no mar Vermelho e no Cáspio ocorreram durante uma pausa nos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, depois de 13 noites seguidas de bombardeios.
Questionado sobre a pausa, um integrante sênior do governo do presidente americano Donald Trump disse à Reuters que Trump sempre deixou claro que sua preferência é a diplomacia, mas que já mostrou ao Irã o que acontece caso o país não venha à mesa de negociação de forma séria.
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Siga o Times | CNBCO jornal New York Times, citando integrantes do governo americano, informou que Trump colocou de lado, ao menos por ora, planos de escalar fortemente os ataques militares dos Estados Unidos contra o Irã, em meio a preocupações com a queda nos estoques de interceptores antimísseis Patriot e outras munições de defesa aérea.
O Comando Central dos Estados Unidos informou no fim da noite de sábado que o bloqueio naval contra o Irã permanece em pleno vigor. Segundo publicação do comando na rede X, até 25 de julho haviam sido redirecionadas 12 embarcações comerciais que tentavam furar o bloqueio, duas foram neutralizadas por descumprimento e outras duas foram abordadas para garantir o cumprimento total das regras.
Já a Marinha do Corpo de Guarda Revolucionário Islâmico do Irã afirmou ter estabelecido autoridade completa sobre o Estreito de Ormuz. Em publicação no Telegram na madrugada de domingo, a força informou ter obrigado seis navios a fundear após avisos emitidos nas últimas 24 horas.
Embora as negociações formais de alto nível entre Estados Unidos e Irã estejam paralisadas, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que as conversas técnicas com Omã sobre o Estreito de Ormuz continuaram ao longo do fim de semana.
Os preços do petróleo caíram na sexta-feira (24) após reportagem indicando que o Paquistão busca uma forma de reiniciar as negociações entre Estados Unidos e Irã.
Os contratos futuros do Brent, referência internacional, recuaram quase 4% e fecharam a US$ 96,78 o barril. Já os contratos futuros do WTI, referência americana, perderam 3% e fecharam a US$ 89,31 o barril.
Segundo três fontes ouvidas pela Reuters, o esforço do Paquistão para renovar as negociações entre Estados Unidos e Irã tem apoio da China.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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