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Irmã de Kim Jong Un defende programa nuclear da Coreia do Norte como ‘ponto de não-retorno’
Publicado 07/06/2026 • 22:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 07/06/2026 • 22:00 | Atualizado há 1 hora
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Por 주식회사문화방송, CC BY 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=110440666
Kim Yo Jong irmã do líder supremo Kim Jong-Un da Coreia do Norte
Kim Yo Jong, irmã do líder da Coreia do Norte Kim Jong Un e figura central na política externa do regime, declarou neste domingo (7) que o programa de armas nucleares do país representa “a linha de não recuo”. O comunicado foi publicado pela agência oficial de notícias KCNA às vésperas da visita do presidente chinês Xi Jinping a Pyongyang.
🔍 KCNA (Korean Central News Agency) Agência oficial de notícias da Coreia do Norte, controlada pelo Estado. É o principal canal de comunicação do regime de Kim Jong Un com o mundo exterior e costuma ser o veículo escolhido para declarações de alto impacto político.
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“O status da RPDC como Estado possuidor de armas nucleares é a linha de não recuo”, afirmou Kim Yo Jong no texto em inglês divulgado pela KCNA, usando o nome oficial do país. “Jamais toleraremos qualquer ameaça ou compromisso relacionado à nossa soberania e segurança.”
🔍 RPDC (República Popular Democrática da Coreia) Nome oficial da Coreia do Norte. O país é governado pela família Kim desde sua fundação, em 1948, e opera sob um sistema de partido único com controle absoluto do Estado sobre a economia, a mídia e a vida civil.
A declaração veio em resposta direta a comunicado divulgado pela Casa Branca após a cúpula entre Trump e Xi em Pequim, no mês passado. O documento americano afirmou que os dois presidentes “confirmaram seu objetivo compartilhado de desnuclearizar a Coreia do Norte”. Kim Yo Jong classificou a afirmação como falsa.
“Alguns funcionários dos Estados Unidos ainda não acordaram de seus sonhos escapistas e anacrônicos”, disse ela. “Isso não passa de uma velha prática americana de disseminar informações falsas.”
Xi Jinping chega a Pyongyang na segunda-feira (8) para uma visita de dois dias, a primeira do líder chinês ao país em sete anos. A viagem ocorre logo após encontros consecutivos de Xi com Trump e com o presidente russo Vladimir Putin no mês passado.
A China é a principal fonte de apoio político e econômico da Coreia do Norte, um dos países mais isolados do mundo e alvo de pesadas sanções internacionais.
Hong Min, analista do Instituto Coreano para a Unificação Nacional, avaliou que o comunicado de Kim Yo Jong evidencia a “sensibilidade” de Pyongyang a qualquer sugestão de acordo entre Washington e Pequim sobre desnuclearização. “A mensagem central foi uma rejeição categórica dos relatos de discussões entre EUA e China como ‘informação falsa'”, disse o analista à AFP.
Hong considerou possível que Pyongyang tenha “confirmado com Pequim”, durante o processo de coordenação da visita, que tais discussões não ocorreram de fato.
🔍 Desnuclearização Processo pelo qual um país elimina seu arsenal nuclear, seus programas de desenvolvimento de armas atômicas e as infraestruturas associadas. No caso norte-coreano, Washington e seus aliados exigem a desnuclearização completa como condição para o levantamento de sanções, posição que Pyongyang rejeita sistematicamente.
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Seguir no GoogleKim Jong Un visitou uma grande fábrica de munições no fim de semana e exigiu aumento da capacidade de produção “para fornecer quantidade suficiente de mísseis”, segundo a KCNA. O regime inscreveu seu status nuclear na constituição em 2023 e, desde o colapso da cúpula com Trump em 2019, declarou repetidamente ser um Estado nuclear “irreversível”.
Pyongyang também justificou o fortalecimento de seu arsenal citando vendas de armas americanas à Coreia do Sul, descrevendo-as como “incessante acúmulo militar de países hostis”. O regime tem se sentido encorajado pelo conflito na Ucrânia e obteve apoio de Moscou após enviar milhares de soldados para lutar ao lado das forças russas.

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