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Autoridade do Serviço Secreto dos EUA: ‘O nível de ameaça é o mais alto que já vimos’
Publicado 22/07/2026 • 19:45 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 22/07/2026 • 19:45 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
Foto: Getty Images
Um alto funcionário do Serviço Secreto dos Estados Unidos afirmou nesta quarta-feira que o ambiente de ameaças contra as autoridades protegidas pela agência — incluindo o presidente Donald Trump — é o mais grave já registrado.
“O que estamos vendo agora é algo que nunca vi antes”, disse o funcionário a jornalistas durante uma coletiva reservada, sob condição de anonimato, antes de um briefing público.
Segundo ele, já foram registrados cerca de 10 mil casos envolvendo ameaças a autoridades do governo, incluindo ministros da Suprema Corte dos EUA, apenas em 2026. O número representa um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano passado.
“As ameaças estão aumentando tanto em volume quanto em complexidade”, afirmou o funcionário, uma semana após a ministra da Suprema Corte Amy Coney Barrett declarar a um subcomitê da Câmara que o nível de ameaças contra ela e outros juízes federais “é realmente muito alto”.
O Serviço Secreto também registrou um aumento de dez vezes no número de internações psiquiátricas de pessoas suspeitas de ameaçar autoridades protegidas.
A coletiva ocorreu antes do jantar anual da Associação dos Correspondentes da Casa Branca (WHCA), remarcado para sexta-feira no hotel Waldorf Astoria, em Washington. Trump deve participar do evento.
O jantar originalmente previsto para abril foi cancelado às pressas quando um homem armado com diversas armas tentou ultrapassar um ponto de controle de segurança no hotel Washington Hilton, enquanto Trump participava da cerimônia.
O suspeito, Cole Tomas Allen, da Califórnia, foi imobilizado por agentes do Serviço Secreto antes de conseguir entrar no salão onde estavam Trump e outros integrantes do governo. Ele foi acusado de tentar assassinar o presidente.
Questionado durante a parte pública da coletiva sobre a preocupação da agência com possíveis ataques por drones contra autoridades protegidas, o vice-diretor do Serviço Secreto, Matthew Quinn, respondeu de forma direta:
“Muito.”
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Siga o Times | CNBC“A ameaça é real. Basta olhar para a Ucrânia. É apenas uma questão de tempo até que isso chegue aos Estados Unidos”, afirmou.
Apesar disso, Quinn garantiu que a Casa Branca é extremamente segura.
“A tecnologia que estamos utilizando, não apenas na Casa Branca, mas em todos os locais protegidos, é de última geração”, disse.
“A ameaça continua ficando cada vez mais difícil. Estamos falando agora de drones controlados por fibra óptica e drones de difícil detecção. É uma corrida constante para acompanhar essa evolução. Mas estamos fazendo um excelente trabalho para nos manter à frente dessas ameaças, especialmente na Casa Branca.”
Na terça-feira, Trump foi questionado por um jornalista na Casa Branca se se sente seguro, considerando as diversas tentativas de assassinato das quais foi alvo.
“Eu me sinto seguro. Por que não me sentiria seguro?”, respondeu o presidente.
Trump escapou por pouco da morte durante um comício de campanha em 13 de julho de 2024, em Butler, na Pensilvânia, quando o atirador Thomas Crooks abriu fogo contra ele. Um participante do evento, Corey Comperatore, morreu no ataque, e outras duas pessoas ficaram gravemente feridas.
Dois meses depois, um agente do Serviço Secreto atirou contra outro homem armado que estava escondido em uma área de vegetação próxima ao Trump International Golf Club, em West Palm Beach, na Flórida.
Esse suspeito, Ryan Routh, foi condenado pela Justiça Federal da Flórida em setembro do ano passado por tentar assassinar Trump e por outros crimes.
Atualmente, Routh cumpre prisão perpétua.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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