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Corrida espacial privada impulsiona disputa por hotéis de luxo no litoral da Flórida
Publicado 17/06/2026 • 18:45 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 17/06/2026 • 18:45 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Costa da Flórida
Há mais de uma década, Carlos Rodriguez Sr., presidente executivo da Driftwood Capital, empresa de investimentos imobiliários e hoteleiros sediada em Miami, começou a adquirir propriedades no condado de Brevard, na Flórida. Na época, a demanda era limitada após o encerramento do programa de ônibus espaciais em 2011, enquanto a oferta permanecia restrita devido a rígidas regulamentações ambientais. Ainda assim, Rodriguez tinha uma visão sobre o futuro da corrida espacial.
“Eu via um futuro muito promissor e, embora os bancos estivessem me dizendo ‘não’ e muitas pessoas achassem que eu era louco, eu dizia: ‘Olhem, isso tem potencial para se tornar algo enorme’”, afirmou Rodriguez.
Ele acompanhava o crescimento da indústria espacial privada, impulsionada por empresas como SpaceX e Blue Origin. Também observava a chegada de companhias do setor de defesa ligadas à economia espacial.
Seu primeiro investimento foi a compra de um hotel Hilton da Blackstone, que foi completamente reformado. O sucesso do empreendimento demonstrou o potencial da região e levou à aquisição do International Palms Resort, que enfrentava dificuldades financeiras.
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“Era o fundo do poço, mas tinha densidade. Tinha a quantidade de quartos que precisaríamos caso decidíssemos reconstruir. Então compramos como uma aposta em terreno coberto, gerando receita com o hotel até estarmos prontos para construir”, explicou.
Foi exatamente o que aconteceu. A construção do novo Westin Cocoa Beach Resort & Spa, projeto avaliado em US$ 420 milhões (R$ 2,14 bilhões), começou em setembro de 2024 e tem inauguração prevista para o próximo ano.
A Driftwood também investiu em um hotel Element e no Crowne Plaza de Melbourne, na Flórida. Quando o Westin abrir as portas, a empresa controlará cerca de 11% da oferta hoteleira da região e 62% dos hotéis à beira-mar, segundo Rodriguez.
“Quando você tem todos esses executivos de alto escalão vindo assistir aos lançamentos e, francamente, muitos cientistas, fazia todo sentido construir um hotel de luxo”, afirmou.
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Segundo ele, a inclusão de um centro de convenções no projeto também foi uma decisão natural.
“Fazia todo sentido quando você tem empresas como a Amazon instalando ali sua unidade de processamento de satélites no Centro Espacial Kennedy, além de SpaceX, Blue Origin, L3Harris, Northrop Grumman, Lockheed Martin e muitas outras”, disse.
Rodriguez vê na hotelaria uma oportunidade semelhante à identificada por David Steinbach, diretor de investimentos da empresa global de investimentos e desenvolvimento imobiliário Hines, no setor industrial há alguns anos.
Em entrevista ao programa Property Play, da CNBC, no verão passado do hemisfério norte, Steinbach descreveu sua estratégia de investir em armazéns para apoiar a infraestrutura necessária para colocar centros de dados no espaço. Um ano depois, ele afirmou continuar otimista.
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“Nosso investimento na Costa Espacial está indo muito bem e estamos satisfeitos. Desde que a reportagem foi ao ar, recebi muitas consultas de diferentes empresas realizando diferentes projetos”, afirmou Steinbach em entrevista na sexta-feira, o mesmo dia em que a SpaceX estreou na Nasdaq.
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Seguir no Google“Parece haver muito entusiasmo, e isso certamente diminuirá após o IPO. Estou tentando pensar como investidor. Continuo acreditando firmemente em como esse futuro será”, acrescentou. “Na Flórida, essas iniciativas levarão tempo para se concretizar e serem implementadas.”
Enquanto isso, Rodriguez afirmou que a Driftwood continua procurando mais terrenos para desenvolver e novas oportunidades de investimento ligadas à economia imobiliária espacial.
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Ele destacou que foi incentivado pela criação da Força Espacial dos Estados Unidos, em 2019, e pelas conversas informais com novos contatos da indústria espacial.
“Você tinha a impressão de estar ouvindo algo saído de Star Trek, com fantasias sobre mineração de asteroides, coleta de energia solar em campos espaciais ou criação de centros de dados no espaço”, disse Rodriguez.
“Quando você ouve tudo isso, pensa: o que essas pessoas estão fumando? Mas, francamente, isso está se tornando realidade mais rápido do que qualquer um imaginava”, concluiu.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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