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Crescimento da China desacelera no quarto trimestre, o mais fraco em quase três anos
Publicado 19/01/2026 • 07:50 | Atualizado há 2 horas
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KEY POINTS
Unsplash.
Bandeira da China
O crescimento econômico da China desacelerou para o ritmo mais fraco em quase três anos no quarto trimestre, à medida que a demanda doméstica perdeu força. Ainda assim, o crescimento no acumulado do ano atingiu a meta estabelecida por Pequim, apesar do aumento das tensões comerciais com os Estados Unidos e de uma prolongada crise no setor imobiliário.
O Produto Interno Bruto (PIB) avançou 4,5% no período de outubro a dezembro, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas. O resultado representa uma desaceleração em relação ao crescimento de 4,8% registrado no terceiro trimestre e é o mais fraco desde o primeiro trimestre de 2023, quando a expansão também foi de 4,5%.
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No ano completo, a economia cresceu 5%, em linha com a meta oficial de cerca de 5%.
Dados separados de dezembro mostraram enfraquecimento do consumo doméstico e aprofundamento da queda nos investimentos, enquanto a atividade industrial apresentou melhora.
As vendas no varejo cresceram 0,9% em dezembro na comparação anual, abaixo da projeção de 1,2% dos economistas e desacelerando frente aos 1,3% registrados no mês anterior. Foi o crescimento mais fraco desde dezembro de 2022, segundo a Wind Information, quando o indicador de consumo recuou 1,8% em relação ao ano anterior.
A produção industrial avançou 5,2% em dezembro, superando a expectativa de crescimento de 5% e acelerando em relação aos 4,8% do mês anterior.
O investimento em ativos fixos, que inclui o setor imobiliário, recuou 3,8% no ano passado, pior do que a previsão de queda de 3% apontada por economistas em pesquisa da Reuters. O investimento em desenvolvimento imobiliário continuou em declínio com o prolongamento da crise no setor, caindo 17,2% em 2025, aprofundando a retração de 10,6% registrada em 2024. A taxa de desemprego urbano permaneceu inalterada em 5,1% em dezembro.
Após a divulgação dos dados, o índice CSI 300, da China continental, subiu 0,6% antes de reduzir os ganhos, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,8%. O yuan offshore se valorizou levemente para 6,9604 por dólar, o nível mais forte desde maio de 2023, segundo dados da LSEG.
“Precisamos adotar políticas macroeconômicas mais proativas e eficazes (e) continuar a expandir a demanda doméstica”, afirmou o escritório de estatísticas em comunicado oficial divulgado em inglês.
A segunda maior economia do mundo mostrou resiliência em 2025, em grande parte beneficiada por tarifas mais baixas do que o esperado e pelo esforço dos exportadores para diversificar mercados fora dos Estados Unidos, o que permitiu aos formuladores de políticas adiar a implementação de estímulos em larga escala.
A China registrou no ano passado um superávit comercial recorde de quase US$ 1,2 trilhão, impulsionado pelo forte aumento das exportações para mercados fora dos EUA, à medida que os fabricantes redirecionaram embarques para evitar tarifas americanas mais elevadas.
O impacto esperado de embarques antecipados, controles mais rígidos sobre transbordo e valorização cambial tem sido limitado, afirmou Tommy Xie, diretor-gerente do OCBC Bank. Xie projeta que as exportações chinesas cresçam cerca de 3% em 2026.
As exportações líquidas responderam por quase um terço do PIB da China em 2025, enquanto o consumo contribuiu com 52% do produto econômico, disse o diretor do escritório de estatísticas, Kang Yi, a jornalistas nesta segunda-feira.
As exportações, no entanto, continuam enfrentando desafios. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa de 25% a países que façam negócios com o Irã, incluindo a China, e a trégua comercial com Washington deve expirar ainda neste ano.
O expressivo desequilíbrio comercial da China também tem atraído críticas de parceiros comerciais que buscam proteger indústrias domésticas do influxo de produtos chineses baratos.
Economistas têm defendido reformas econômicas para redirecionar o modelo de crescimento em favor do consumo doméstico e reduzir a dependência de exportações e investimentos, alertando que o atual modelo representa riscos de longo prazo.
“A queda acentuada do investimento e o consumo fraco das famílias tornaram a economia chinesa cada vez mais dependente das exportações para sustentar o crescimento, uma situação insustentável tanto para a China quanto para a economia global”, afirmou Eswar Prasad, professor de política comercial e economia da Universidade Cornell.
Pequim tem buscado conter o excesso de capacidade industrial e frear guerras agressivas de preços. A inflação ao consumidor acelerou para 0,8% em dezembro, o ritmo mais rápido em quase três anos, enquanto os preços ao produtor recuaram 1,9%.
Ainda assim, o deflator do PIB da China — a medida mais ampla de preços de bens e serviços — permanece negativo desde 2023 e deve cair 0,5% em 2026, no período negativo mais longo já registrado, segundo Larry Hu, economista-chefe para a China do Macquarie.
A economia segue enfrentando dificuldades com o fraco gasto doméstico, em meio a uma prolongada crise imobiliária e pressões deflacionárias persistentes. Os novos empréstimos bancários recuaram para o menor nível em sete anos, somando 16,27 trilhões de yuans (US$ 2,33 trilhões) em 2025, o que evidencia a demanda fraca por crédito e aumenta a pressão sobre o governo para oferecer mais estímulos.
Na semana passada, o Banco do Povo da China anunciou um pacote de medidas de afrouxamento de crédito, incluindo um corte de 25 pontos-base nas taxas de diversos instrumentos de crédito e o aumento de cotas para programas de empréstimos direcionados a setores estratégicos como agricultura, tecnologia e empresas privadas.
Economistas do Goldman Sachs esperam que o banco central reduza o compulsório em 50 pontos-base e a taxa básica de juros em 10 pontos-base no primeiro trimestre.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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