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Crise no Estreito de Ormuz pode manter preços de combustível de aviação altos até 2028
Publicado 07/06/2026 • 21:04 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 07/06/2026 • 21:04 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Reprodução
Navio no Estreito de Ormuz
A S&P Global alertou que a crise ligada ao possível fechamento do Estreito de Ormuz pode manter os preços do combustível de aviação sob forte pressão até 2028, em meio a um cenário de oferta reduzida e alta volatilidade no mercado energético.
Segundo a diretora da consultoria, Eleanor Budds, o mercado ainda é sustentado por estoques estratégicos e pelo aumento das exportações, o que tem evitado uma crise mais imediata. No entanto, ela destaca que fatores sazonais de demanda nos Estados Unidos e na Europa podem reduzir a disponibilidade de querosene de aviação e pressionar ainda mais os preços no curto prazo.
De acordo com a S&P Global, a oferta mundial de combustível de aviação já teria recuado entre 20% e 30% desde o início do conflito. Nesse período, os preços registraram forte oscilação: o combustível foi negociado a US$ 96 por barril em novembro de 2025, saltou para US$ 188 em abril de 2026 e recuou levemente para US$ 158 em maio de 2026.
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Mesmo em um cenário de eventual reabertura do Estreito de Ormuz, o alívio não seria imediato. A recuperação parcial do petróleo levaria cerca de quatro meses, enquanto as refinarias precisariam de aproximadamente cinco meses para retomar os níveis de produção anteriores ao conflito.
A S&P Global trabalha com três possíveis cenários: um acordo com reabertura total do estreito, considerado menos provável; um cenário-base de retomada gradual a partir de julho ou agosto, com preços elevados até 2028; e um cenário mais grave, chamado de “quagmire”, que prevê interrupções prolongadas por até três anos e forte volatilidade nos preços.
O impacto também é significativo para o setor aéreo. A projeção é de que os lucros das companhias aéreas caiam de US$ 45 bilhões em 2025 para US$ 23 bilhões em 2026, enquanto os gastos com combustível podem aumentar cerca de US$ 100 bilhões. Nesse cenário, o combustível pode chegar a representar até 31% dos custos operacionais das companhias.
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