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Cuba reafirma estar pronta para o diálogo com Washington, mas sem ‘concessão política’

Publicado 16/01/2026 • 15:14 | Atualizado há 2 horas

AFP

KEY POINTS

  • Díaz-Canel reafirma disposição de Cuba ao diálogo com os EUA, mas descarta concessões políticas.
  • O presidente americano, Donald Trump, ampliou as ameaças contra Cuba após o ataque realizado em 3 de janeiro pelas forças americanas em Caracas, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, principal aliado da ilha.
  • Na segunda-feira, Miguel Díaz-Canel negou a existência de negociações em curso com os Estados Unidos, contrariando o que havia sido afirmado por Donald Trump.

YAMIL LAGE / POOL / AFP

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel (C), participa do protesto "anti-imperialista" em frente à embaixada dos EUA contra a incursão americana na Venezuela, onde 32 soldados cubanos perderam a vida, em Havana, em 16 de janeiro de 2026. A captura do líder venezuelano Nicolás Maduro pelas forças americanas em 3 de janeiro de 2026 e a morte, na operação, de 32 cubanos designados para protegê-lo representam um duro golpe para os respeitados serviços de inteligência da ilha, segundo especialistas.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, reafirmou nesta sexta-feira (16) a disposição de seu país em dialogar com os Estados Unidos, mas sem fazer “nenhuma concessão política”, em um momento no qual Donald Trump intensifica as ameaças contra a ilha comunista.

“Estaremos sempre dispostos ao diálogo e à melhora das relações entre os dois países, mas em pé de igualdade e com base no respeito mútuo”, declarou o presidente cubano durante um discurso em Havana, em frente à embaixada dos Estados Unidos.

Entretanto, “Cuba não tem que fazer nenhuma concessão política”, afirmou. “Isso jamais estará na mesa de negociações para uma reaproximação entre Cuba e os Estados Unidos”, acrescentou.

O presidente americano, Donald Trump, ampliou as ameaças contra Cuba após o ataque realizado em 3 de janeiro pelas forças americanas em Caracas, que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, principal aliado da ilha.

Durante a operação, 32 militares cubanos — alguns dos quais integravam a equipe de segurança de Nicolás Maduro — morreram.

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Donald Trump instou Havana a “chegar a um acordo” ou enfrentar consequências não especificadas, chegando a sugerir que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, deveria ser “presidente” de Cuba.

Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, mencionou repetidamente a necessidade de uma mudança de regime na ilha governada pelo Partido Comunista (PCC, único).

O presidente americano, que assumiu o controle do setor petrolífero venezuelano, também anunciou recentemente a suspensão do envio de petróleo e de ajuda para a ilha. Além de ser um sólido aliado ideológico na região, a Venezuela é, desde o ano 2000, a principal fornecedora de petróleo de Cuba.

Na segunda-feira, Miguel Díaz-Canel negou a existência de negociações em curso com os Estados Unidos, contrariando o que havia sido afirmado por Donald Trump.

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