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Da vida real ao cinema: vírus que alarma a Índia inspirou o filme “Contágio”
Publicado 28/01/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 28/01/2026 • 08:00 | Atualizado há 2 horas
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Foto: reprodução Apple TV
Vírus da Índia que inspirou filme levanta alerta sobre transmissão entre pessoas
A Índia entrou novamente em estado de alerta sanitário no fim de janeiro de 2026 após a confirmação de dois novos casos de infecção pelo vírus Nipah em um hospital da cidade de Barasat, no extremo leste do país.
As autoridades de saúde investigam a possibilidade de transmissão a partir de um paciente internado com quadro respiratório grave que morreu antes da realização de exames específicos, o que acendeu o sinal de alerta para a circulação silenciosa do patógeno.
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Considerado prioritário para pesquisa pela Organização Mundial da Saúde, o vírus Nipah preocupa por seu potencial epidêmico e pela elevada taxa de mortalidade, que pode chegar a 75% em alguns surtos. A maior parte das mortes está associada a complicações neurológicas severas, como encefalite aguda, com informações da Organização Mundial da Saúde.
O Nipah é transmitido principalmente por morcegos frugívoros do gênero Pteropus, conhecidos como raposas-voadoras, considerados hospedeiros naturais do vírus. A infecção pode ocorrer por contato direto com secreções desses animais, por meio de intermediários como porcos, ou ainda pela transmissão entre pessoas, especialmente em situações de contato próximo.
Os sintomas iniciais costumam ser inespecíficos, como febre, dor no corpo e dor de garganta, mas a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, convulsões e inflamação do cérebro.
Não há tratamento específico nem vacina disponível para uso amplo, o que torna a identificação precoce e o isolamento dos casos, medidas centrais de controle.
A alta letalidade e o padrão de transmissão do vírus Nipah inspiraram o filme Contágio, lançado em 2011. A produção retrata uma pandemia global causada por um vírus fictício com características semelhantes, incluindo a origem em morcegos e a passagem por um hospedeiro intermediário, além do ataque aos sistemas respiratório e nervoso.
À época do lançamento, o vírus Nipah já figurava entre as maiores preocupações da comunidade científica, bem antes de o mundo enfrentar a pandemia de covid-19.
Leia também: Índia entra em alerta com surto do vírus Nipah e dezenas
No caso mais recente em Barasat, duas enfermeiras que atuavam no mesmo hospital foram infectadas. Uma delas permanece em estado crítico.
Segundo autoridades locais, o paciente tratado como possível caso índice estava internado com sintomas graves, e a hipótese é de que o vírus tenha se espalhado antes da adoção de protocolos específicos de isolamento.
A transmissão em ambientes hospitalares não é novidade nos surtos de Nipah. Entre 2001 e 2008, cerca de metade dos casos registrados em Bangladesh ocorreu entre profissionais de saúde e cuidadores. Esse padrão se repetiu em outros episódios na Índia, sobretudo no Estado de Kerala, onde o vírus reaparece de forma recorrente.
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Identificado pela primeira vez em 1999, na Malásia, o vírus Nipah provocou naquele ano um surto entre criadores de porcos que resultou em mais de uma centena de mortes humanas e no abate de cerca de um milhão de animais.
Desde então, casos esporádicos e surtos localizados foram registrados em países do sul e sudeste da Ásia, como Bangladesh, Índia, Filipinas e Singapura.
Em Bangladesh, os episódios ocorrem praticamente todos os anos desde 2001. Na Índia, os focos mais frequentes estão em Bengala Ocidental e Kerala, regiões onde há maior interação entre populações humanas e habitats de morcegos.
Apesar do alto grau de letalidade, especialistas avaliam que o risco de o vírus Nipah se transformar em uma pandemia global é baixo. Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista Benedito Fonseca, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, explicou que a forma de transmissão do patógeno limita sua disseminação em larga escala.
O Nipah é classificado como um vírus zoonótico, ou seja, sua circulação ocorre principalmente entre animais, com eventual passagem para humanos. A infecção costuma acontecer por contato direto com animais infectados ou pela ingestão de alimentos contaminados, o que dificulta a propagação sustentada entre pessoas, como ocorre em vírus respiratórios altamente transmissíveis.
Em alguns surtos, animais como porcos e cavalos também atuaram como hospedeiros intermediários, ampliando o alcance local da doença, segundo a reportagem publicada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo o especialista, a contaminação pelo vírus Nipah ocorre com frequência quando morcegos se alimentam de frutas e deixam nelas vestígios de saliva, urina ou fezes. Esses alimentos podem ser consumidos por outros animais ou por humanos, criando uma cadeia de transmissão pontual. Ainda assim, trata-se de um mecanismo que depende de condições específicas, o que torna improvável uma disseminação global nos moldes das grandes pandemias recentes.
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