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Trump é acusado de tentar criar ‘caixa paralelo’ bilionário em acordo com Receita dos EUA

Publicado 15/05/2026 • 20:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Democratas criticam possível acordo entre Trump e IRS envolvendo fundo de compensação de US$ 1,7 bilhão.
  • Presidente processou Receita americana após vazamento de declarações de imposto de renda de 2019.
  • Parlamentares afirmam que eventual acordo beneficiaria aliados políticos de Trump com dinheiro público.

Parlamentares do Partido Democrata criticaram nesta sexta-feira (15) a possibilidade de um acordo entre o presidente Donald Trump e a Receita Federal dos Estados Unidos (IRS) que poderia resultar na criação de um fundo de compensação de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,6 bilhões) sob influência do presidente.

A emissora ABC News informou na quinta-feira, citando fontes familiarizadas com as negociações, que Trump poderia desistir de seu processo de US$ 10 bilhões (R$ 50,9 bilhões) contra o IRS em troca da criação do fundo – descrito por críticos democratas como um possível “caixa paralelo”.

O presidente moveu a ação judicial em janeiro após o vazamento de suas declarações de imposto de renda de 2019.

Críticas democratas

O senador Ron Wyden, principal democrata do Comitê de Finanças do Senado, acusou o governo Trump de corrupção. “Esta administração está tomada pela corrupção de cima a baixo, mas acelerar um acordo para roubar US$ 1,7 bilhão (R$ 8,6 bilhões) dos contribuintes para um caixa paralelo antes que um juiz rejeite essa ação absurda estaria entre os atos mais corruptos da história política americana”, afirmou.

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Wyden também declarou que o processo movido por Trump nunca passou de uma tentativa de pressionar a população americana. “Essa ação nunca foi nada além de uma extorsão contra o povo americano promovida por um presidente corrupto e seus advogados corruptos”, afirmou.

Trump, seus dois filhos mais velhos e os negócios da família processaram o IRS e o Departamento do Tesouro no tribunal federal do sul da Flórida por causa do vazamento das declarações fiscais do presidente. O caso gerou preocupações inéditas sobre possíveis conflitos de interesse.

Possível acordo

Segundo a ABC News, o fundo de compensação poderia ser usado para beneficiar aliados de Trump que alegam terem sido perseguidos injustamente pelo governo de Joe Biden.

Já o New York Times informou nesta semana que o Departamento de Justiça avalia encerrar o processo por meio de um acordo. Segundo o jornal, o entendimento poderia envolver transferência de dinheiro público ou outro benefício ao presidente, além do encerramento de auditorias envolvendo Trump, sua família e seus negócios.

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A Casa Branca não respondeu imediatamente aos pedidos de comentário feitos nesta sexta-feira.

As informações sobre o possível acordo surgem antes do prazo estabelecido para 20 de maio pela juíza federal Kathleen Williams, que pediu esclarecimentos sobre a viabilidade jurídica de um caso em que o presidente aparece, ao mesmo tempo, como autor da ação e chefe das entidades processadas.

Questionamentos jurídicos

Em documento apresentado em abril, a juíza destacou dúvidas sobre a existência de conflito real entre as partes. “Embora o presidente Trump alegue mover esta ação em caráter pessoal, ele é o presidente em exercício e os adversários nomeados são entidades cujas decisões estão sujeitas à sua direção”, escreveu Williams.

A magistrada afirmou ainda que não está claro se as partes são suficientemente independentes para atender às exigências constitucionais necessárias para tramitação em tribunal federal.

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As observações da juíza ocorreram após advogados de Trump e do IRS solicitarem uma suspensão de 90 dias no processo enquanto buscavam uma solução negociada.

O senador democrata Chris Van Hollen afirmou nas redes sociais que Trump estaria abandonando uma ação judicial sem fundamento em troca de recursos públicos. “Trump está desistindo de sua ação falsa contra o IRS em troca de um caixa paralelo financiado pelo dinheiro dos contribuintes para beneficiar aliados políticos”, escreveu.

Fundo bilionário

Segundo a ABC News, os termos finais do eventual acordo ainda não foram concluídos, mas poderiam incluir um fundo de compensação para vítimas e até uma comissão nos moldes de “verdade e reconciliação” com poder para aprovar pagamentos financeiros.

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O deputado democrata Jamie Raskin, principal representante do partido no Comitê Judiciário da Câmara, classificou o possível acordo como uma fraude contra os contribuintes americanos.

“Donald Trump está orquestrando uma fraude de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,6 bilhões) contra os contribuintes americanos para encher os bolsos de seus aliados políticos do MAGA”, afirmou.

Raskin acrescentou que o episódio representaria uma tentativa sem precedentes de transformar o governo federal em uma máquina pessoal de distribuição de dinheiro político.

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