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Dólar cai em linha com exterior com avanço na pacificação do Oriente Médio e dados fracos nos EUA
Publicado 28/05/2026 • 17:24 | Atualizado há 47 minutos
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Publicado 28/05/2026 • 17:24 | Atualizado há 47 minutos
KEY POINTS
O dólar aprofundou o ritmo de queda no mercado local ao longo da tarde desta quinta-feira (17), em sintonia com o movimento das divisas emergentes no exterior e a ampliação dos ganhos do petróleo
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta quinta-feira (28) em queda de 0,57%, aos R$ 5,03, após iniciar o dia em alta. A moeda brasileira acompanhou o movimento global de desvalorização da divisa americana diante do avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e da divulgação de dados de inflação mais benignos nos EUA.
O movimento ganhou força após relatos de que um possível acordo entre Washington e Teerã estaria praticamente concluído, dependendo apenas da aprovação final do presidente americano, Donald Trump. A perspectiva reduziu parte do prêmio de risco geopolítico embutido nos mercados.
Segundo Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, o mercado roda sem muito ímpeto, afetado pelas contradições do processo de acordo entre os países. “Amanhã, podemos ter um pregão positivo no Brasil se houver a conclusão do acordo”, diz.
Além disso, indicadores econômicos americanos reforçaram a percepção de desaceleração gradual da economia dos EUA. O índice de preços de gastos com consumo (PCE), medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed), avançou menos do que o esperado tanto no dado cheio quanto no núcleo, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre cresceu abaixo das projeções iniciais.
Os dados pressionaram os rendimentos dos Treasuries e contribuíram para a queda do índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes. No Brasil, o real acompanhou o movimento externo e se beneficiou da melhora do apetite por risco, embora os ativos domésticos ainda tenham reagido de forma mais moderada ao alívio internacional.
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