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Dólar sobe a R$ 5,17 após sinalizações do Fed e expectativa de juros mais altos nos EUA
Publicado 18/06/2026 • 17:26 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 18/06/2026 • 17:26 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta quinta-feira (18) em alta de 1,26%, aos R$ 5,17, em linha com o movimento global de fortalecimento global da moeda americana após a superquarta. A perspectiva de uma possível alta de juros nos EUA pelo Federal Reserve impulsionou a compra da divisa, em detrimento dos pares emergentes, como do Brasil.
Segundo Leonardo Santana, sócio da casa de análise Top Gain, a alta do dólar reflete uma mudança de expectativas acerca da trajetória da política monetária americana. “Walsh não foi tão transparente quanto seus antecessores e sinalizou que alguns indicadores tradicionalmente divulgados deixarão de ser apresentados. Ainda assim, nas entrelinhas, ficou a percepção de que aumentos de juros seguem sendo uma possibilidade concreta para este ano”, afirma.
Ele diz que o mercado americano sentiu o impacto da decisão de ontem, e hoje tenta encontrar sustentação. Ainda assim, ele prevê que a resiliência tenha prazo limitado.
Ele relembra que a moeda americana vinha acumulando quedas impulsionadas pelo diferencial de juros favorável ao Brasil. Agora, com a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos, ocorre uma pequena realocação de recursos.
“Parte do capital deixa a bolsa brasileira e até mesmo a renda fixa local para buscar oportunidades no mercado americano. Não acredito em uma valorização contínua e acelerada do dólar, mas sim em uma realização considerada saudável após a forte queda”, diz.
Segundo Artur Horta, sócio da The Link Investimentos, o movimento já era esperado pelo mercado. Na avaliação dele, a combinação de juros menores no Brasil e possíveis aumentos das taxas nos Estados Unidos favorece a valorização da moeda americana.
Horta destacou ainda que a moeda americana vem de um longo período de enfraquecimento e avalia que o segundo semestre de 2026 pode ser marcado por uma recuperação gradual do dólar.
“Eu acredito que vamos ter agora um período de dólar mais forte, tanto por conta da alta de juros quanto porque ele já se desvalorizou muito ao longo do último ano”, disse, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
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