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Dólar sobe após Fed reforçar preocupação com inflação nos EUA
Publicado 17/06/2026 • 17:15 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 17/06/2026 • 17:15 | Atualizado há 1 hora
Unsplash
Notas de dólar
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta quarta-feira (17) em alta de 0,65%, aos R$ 5,11, enquanto o índice DXY, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas, voltou a superar os 100 pontos. Os agentes de mercado repercutiram a decisão do Federal Reserve, que manteve os juros básicos dos EUA inalterados.
Segundo Leonel Oliveira Matos, analista de inteligência de mercados da Stonex, o resultado da reunião da autoridade monetária já era esperado. O principal destaque, entretanto, ficou por conta das projeções econômicas divulgadas pelos integrantes do colegiado, que surpreenderam e contribuíram para o fortalecimento global do dólar.
“A reação do mercado ocorre porque as novas projeções indicam uma inflação mais persistente nos Estados Unidos. Tanto as estimativas para a inflação cheia quanto para o núcleo da inflação foram revisadas para cima para os anos de 2026 e 2027. Isso sugere que as pressões inflacionárias, intensificadas recentemente pelo choque de oferta no mercado de petróleo, podem durar mais tempo do que o inicialmente previsto”, afirma.
Além disso, ele diz, os membros do Fed passaram a indicar taxas de juros mais elevadas para 2026, 2027 e 2028 em comparação com as projeções divulgadas em março. “O chamado ‘dot plot’ revelou uma postura mais cautelosa da autoridade monetária em relação à inflação”, explica.
Já Daniele Bresolin Zuchetto, consultora de investimentos da Unicred, a manutenção dos juros nos Estados Unidos evita uma pressão adicional sobre os ativos brasileiros, mas a redução da Selic prevista para o fim desta quarta diminui o diferencial de juros entre Brasil e EUA, o que pode reduzir parte da atratividade do real para investidores estrangeiros.
“Assim, o cenário mais provável é de estabilidade ou leve valorização do dólar frente ao real, enquanto os ativos domésticos podem apresentar desempenho positivo caso o Copom sinalize novas reduções graduais da taxa básica de juros ao longo do segundo semestre”, conclui.
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