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Dólar sobe com fuga de capital estrangeiro e aumento da aversão ao risco global
Publicado 03/06/2026 • 17:44 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 03/06/2026 • 17:44 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta quarta-feira (3) em alta de 1,15%, aos R$ 5,06, em linha com o comportamento da moeda americana no exterior. O câmbio foi penalizado pelo sentimento de aversão ao risco diante da piora das expectativas quanto à resolução do conflito entre EUA e Irã.
Para Fernando Siqueira, diretor de análise na Eleven Financial, o foco dos investidores em teses de tecnologia e a busca por segurança à medida que negociações entre Washington e Teerã se degradam fez com que o fluxo estrangeiro intensificasse a saída do mercado nacional.
“A depreciação do real reflete um pouco a alta do dólar hoje, com a saída de estrangeiros e a alta das empresas de tech favorecendo a apreciação do dólar”, diz.
Para ele, a deterioração do cenário local também contribuiu para a depreciação da divisa brasileira. “Apesar dos juros altos, a baixa expectativa de corte de juros, incerteza com as eleições, aumento das tarifas pelos EUA, estão pressionando os ativos brasileiros em geral, inclusive a moeda”, ele explica.
Já David Martins, diretor de investimentos da Brasil Wealth, afirmou ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC que houve um fluxo relevante de capital estrangeiro para o mercado brasileira ao longo do ano passado e até meados de abril deste ano. “Desde então, observamos uma mudança de comportamento. Parte desses recursos passou a migrar para os Estados Unidos e também para ativos de renda fixa”, ele diz.
Martins destaca que o aumento do preço do barril de petróleo implica em um crescimento da expectativa de inflação. “Isso reflete diretamente na curva de juros. Hoje vimos alta dos juros em praticamente todos os vencimentos, levando instituições financeiras a revisarem suas projeções para a política monetária”, explica
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