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Duas semanas após deslizamento, mais de 5,6 mil pessoas continuam desaparecidas no Nepal e na China; número de mortos passa de 1,4 mil
Publicado 09/09/2026 • 14:00 | Atualizado há 54 minutos
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Publicado 09/09/2026 • 14:00 | Atualizado há 54 minutos
KEY POINTS
AFP
Mais de 1,4 mil pessoas morreram e 5,6 mil continuam desaparecidas duas semanas após a avalanche provocada pelo colapso de uma massa glacial na fronteira entre Nepal e China. As equipes de resgate ainda mantêm buscas em áreas atingidas e em túneis de usinas hidrelétricas.
O desastre ocorreu em 26 de agosto, quando uma grande corrente de água, lama e detritos avançou por regiões próximas à fronteira. No Nepal, foram recuperados 1.367 corpos, enquanto 5.132 pessoas seguem desaparecidas. Na China, o balanço aponta 43 mortos e 519 desaparecidos.
Parte das operações está concentrada nos projetos hidrelétricos Trishuli 3A, Trishuli 3B e Chilime, onde trabalhadores podem ter ficado presos.
Centenas de funcionários do setor de energia e estrangeiros estão entre os desaparecidos. Até agora, três pessoas foram resgatadas com vida de áreas subterrâneas: dois nepaleses e um cidadão chinês. Não houve confirmação oficial de novos sobreviventes desde então.
Leia também: Nepal decreta luto nacional por vítimas de desastre que matou quase 1,4 mil pessoas
A tragédia também deixou milhares de pessoas desabrigadas. Muitas permanecem em centros provisórios enquanto as autoridades organizam o atendimento e avaliam os danos.
Segundo a organização Save the Children, até 540 crianças podem ter sido separadas de seus pais ou responsáveis durante a emergência.
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Siga o Times | CNBCA polícia nepalesa informou que reforçou a segurança nos abrigos, com atenção especial a crianças, mulheres e outros grupos considerados vulneráveis. Equipes também passaram a oferecer apoio psicológico em alguns dos locais de acolhimento.
As buscas por vítimas também ocorrem ao longo do corredor do rio Bhotekoshi. Moradores das comunidades atingidas participam dos trabalhos ao lado das forças de segurança.
A suspeita é de que muitos corpos estejam soterrados sob lama e destroços. Drones vêm sendo usados para ampliar a área de procura e alcançar pontos de acesso mais difícil.
Ainda não há uma conclusão sobre o que provocou o colapso glacial que antecedeu as enchentes.
O derretimento acelerado de geleiras, associado ao aumento das temperaturas globais, tem ampliado os riscos de eventos desse tipo em regiões montanhosas.
O Nepal estima que a reconstrução das áreas afetadas poderá custar até US$ 5 bilhões.
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