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“É hora de racionalidade e estratégia”, diz Giannetti da Fonseca sobre estratégia do Brasil diante dos EUA
Publicado 17/07/2026 • 21:05 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 17/07/2026 • 21:05 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
As novas tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros ampliaram a pressão sobre empresas exportadoras e colocaram no centro do debate a estratégia que o Brasil deve adotar nas negociações comerciais.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o economista e ex-secretário de Comércio Exterior, Roberto Giannetti da Fonseca, disse que uma resposta precipitada pode agravar os prejuízos, enquanto uma resposta calculada tende a fortalecer a posição brasileira.
Segundo o especialista, a sobretaxa não decorre de desequilíbrios comerciais, mas de motivações políticas e geopolíticas, o que exige uma estratégia diferente da adotada em disputas comerciais tradicionais.
“Nós temos que ter agora muita calma e lucidez. Não é recomendável agir de forma intempestiva, impulsiva. É uma hora de termos racionalidade, estratégia, porque nós temos realmente um jogo difícil pela frente”, pontuou.
O ex-secretário defendeu que o governo avalie cuidadosamente os próximos movimentos antes de reagir. Na avaliação dele, uma retaliação tarifária imediata seria um erro, já que uma escalada comercial provocaria perdas para os dois lados.
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Siga o Times | CNBC“O primeiro acerto é não ter a tentação de uma retaliação tarifária imediata. Eu acho que isso tá muito claro. Espero que as autoridades estejam conscientes sobre isso. Porque essa retaliação pode parecer até desejável. Você leva uma agressão, você quer devolver na hora. Mas a gente percebe que uma escalada com os Estados Unidos vai ter prejuízo pros dois lados”, afirmou.
Ao analisar os possíveis caminhos para o Brasil, o economista descartou tanto uma concessão total às exigências americanas quanto uma resposta agressiva de grandes proporções. Para ele, a alternativa mais eficiente seria uma reação moderada e cirúrgica, capaz de criar condições para uma negociação em bases mais equilibradas.
“Se nós entrarmos nessa negociação sem um mínimo de equilíbrio e de paridade com o americano, porque nós também fizemos alguma retaliação, eu acho que a gente entra em desvantagem. É aquele momento em que o adversário só respeita quem reage”, disse.
Giannetti também defendeu mudanças na forma como o Brasil conduz as negociações comerciais, criando uma força-tarefa temporária com representantes do governo federal e do setor privado, combinando experiência diplomática com conhecimento prático de comércio exterior.
“Há muitos casos em que países têm usado esse formato híbrido. Às vezes um diplomata ou um técnico de comércio exterior não tem experiência prática”, afirmou.
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