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Emprego nos EUA surpreende e registra corte de 23 mil vagas em julho
Publicado 11/08/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/08/2026 • 22:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
Emprego nos EUA surpreende e registra corte de 23 mil vagas em julho
O mercado de trabalho dos Estados Unidos terminou julho com um resultado inesperado. Em vez de avançar, o emprego recuou em 23 mil vagas, contrariando a previsão de criação de 83 mil postos. Mesmo com a piora no saldo de empregos, a taxa de desemprego permaneceu em 4,1%.
O resultado ganhou ainda mais peso porque o governo americano revisou para baixo os dados dos dois meses anteriores. Segundo o BLS, as revisões reduziram em 74 mil o número de empregos registrado anteriormente. De acordo com o The Guardian, em junho, por exemplo, os Estados Unidos haviam criado 57 mil vagas, cerca de metade do esperado pelos economistas.
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Os dados de julho reforçaram a perda de ritmo do emprego nos Estados Unidos. O resultado ficou abaixo das expectativas dos economistas, enquanto as revisões dos meses anteriores reduziram ainda mais o saldo de vagas. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego permaneceu estável em 4,1%.
As revisões também alteraram os resultados dos meses anteriores. Segundo o BLS, os dados de emprego de maio e junho foram reduzidos em um total de 74 mil vagas. Em junho, os Estados Unidos haviam criado 57 mil empregos, cerca de metade do que os economistas esperavam. O resultado reforça, portanto, a perda de ritmo nas contratações antes do desempenho negativo registrado em julho.
A taxa de desemprego, entretanto, não acompanhou essa piora. Em junho, o indicador havia recuado para 4,2%, ante 4,3% em maio. Na ocasião, aproximadamente 720 mil pessoas deixaram a força de trabalho. Em julho, a taxa chegou a 4,1%.
Outro indicador reforçou os sinais de desaceleração. Os empregadores privados criaram 44 mil vagas em julho, segundo a ADP, uma queda significativa em relação às 98 mil registradas em junho.
Apesar do resultado negativo na folha de pagamento, as empresas americanas não ampliaram os anúncios de demissões. Pelo contrário, o levantamento da Challenger, Gray & Christmas mostrou que os empregadores anunciaram 33.429 cortes em julho.
Esse número caiu 27% em relação a junho e 46% na comparação com julho de 2025. Além disso, foi o menor volume de cortes anunciado em dois anos.
A diferença entre os indicadores é importante. Os 23 mil empregos representam o saldo líquido da folha de pagamento não agrícola dos Estados Unidos. Já os 33.429 correspondem aos cortes anunciados pelas empresas acompanhadas pela Challenger.
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Siga o Times | CNBCNo acumulado de janeiro a julho, os empregadores anunciaram 477.033 demissões, queda de 41% frente aos 806.383 cortes registrados no mesmo período de 2025. Ao mesmo tempo, as companhias anunciaram planos para contratar 16.095 trabalhadores em julho, o maior número para o mês desde 2022.
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A inteligência artificial aparece entre os principais fatores por trás dos cortes anunciados. Em julho, a tecnologia esteve relacionada a 10.970 demissões e liderou os motivos para redução de postos pelo quinto mês consecutivo. O setor de tecnologia concentrou 9.867 cortes, seguido pelo financeiro, com 3.157, pelo governo, com 2.962, e pelos serviços, com 2.581.
Além disso, outros indicadores reforçaram os sinais de desaceleração do mercado de trabalho. A ADP registrou a criação de 44 mil empregos privados em julho. Já a pesquisa JOLTS apontou uma redução de 178 mil vagas disponíveis em junho, para 7,359 milhões. Na saúde e assistência social, o número de vagas caiu 147 mil no período.
A perda de força nas contratações ocorre em um momento delicado para o Federal Reserve. O banco central americano manteve os juros estáveis na reunião anterior, mas seus dirigentes estão divididos sobre os próximos passos da política monetária.
De um lado, o enfraquecimento do emprego aumenta a pressão por uma política menos restritiva. De outro, a inflação continua elevada. O índice anualizado chegou a 3,5% em junho, 0,8 ponto percentual acima do registrado um ano antes.
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O consumo ainda apresenta alguma resistência. Os gastos dos consumidores cresceram 0,3% em junho. Porém, a taxa de poupança pessoal caiu para 2,7%, o menor nível em quatro anos.
Assim, o resultado de julho coloca o emprego nos Estados Unidos em um cenário de maior desaceleração. Com menos contratações, revisões negativas e inflação ainda elevada, os próximos indicadores serão importantes para definir o caminho dos juros no país.
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