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Empresa italiana lança ‘Iron Dome’ operado por IA para atender demanda por defesa na Europa
Publicado 28/11/2025 • 11:00 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 28/11/2025 • 11:00 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O sistema de defesa aérea israelense Iron Dome dispara para interceptar mísseis sobre Tel Aviv, Israel, nesta sexta-feira, 13 de junho de 2025. O governo do Irã estaria revidando ataque promovido por Israel.
LEO CORREA/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
A empresa de defesa italiana Leonardo revelou na quinta-feira planos para um escudo movido por IA para cidades e infraestrutura crítica, somando-se ao impulso da Europa para aumentar as capacidades de defesa soberanas em meio à escalada das tensões geopolíticas.
O sistema, apelidado de “Michelangelo Dome” (em referência ao Iron Dome de Israel e aos planos de Donald Trump para um “Golden Dome”), irá integrar múltiplos sistemas de defesa para detectar e neutralizar ameaças do mar para o ar, incluindo ataques de mísseis e de drones.
As ações da Leonardo subiram na quinta-feira e acumulam alta de 77% desde janeiro, em meio a um ano de fortes aumentos para as ações de defesa em toda a Europa, à medida que os governos da região elevaram os gastos com defesa.
A BAE Systems, do Reino Unido, subiu 42,7% desde o início de 2025, a Rheinmetall, da Alemanha, 148,9% e a Thales, da França, 63,8%.
O dome da Leonardo será construído sobre o que o CEO Roberto Cingolani chamou de sistema de “arquitetura aberta”, o que significa que ele pode operar em conjunto com os sistemas de defesa de qualquer país.
“Em um mundo onde as ameaças evoluem rapidamente e se tornam cada vez mais complexas — e onde defender é mais caro do que atacar — a defesa deve inovar, antecipar e abraçar a cooperação internacional”, disse Cingolani, durante um evento.
A empresa visa que o projeto esteja totalmente operacional até o final da década.
O CEO da Airbus, Guillaume Faury, disse à CNBC que os protocolos para troca de dados entre países e equipes no campo de batalha ainda eram “bastante limitados”, acrescentando que pode levar uma década para construir o “campo de batalha digital” da Europa.
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Siga o Times | CNBCGovernos europeus se comprometeram rapidamente a aumentar os gastos com defesa, já que os EUA, um aliado chave para o bloco, ameaçaram anteriormente reduzir o apoio financeiro na região.
Em maio, a UE anunciou um programa de 150 bilhões de euros (US$ 173,5 milhões) para fornecer empréstimos de longo prazo aos estados-membros para aquisição de defesa e capacidade industrial. Os membros da OTAN também se comprometeram a aumentar os gastos com defesa e segurança para 5% até 2035 em junho.
A revelação do novo sistema dome da Leonardo faz parte de um movimento de todo o setor por parte das principais contratadas de defesa (defense primes), que as está levando a mudar “o investimento de hardware autônomo para arq uiteturas de comando integradas”, disse Loredana Muharremi, analista de ações da Morningstar à CNBC.
“A guerra moderna é vencida pela rede que pode integrar todas as plataformas em um único ciclo de decisão”, disse ela. “Os vencedores serão os empreiteiros que possuem a camada de rede, não o metal, que capturam atualizações recorrentes e escala.”
Os riscos para o sistema dome da Leonardo incluem atrasos na execução e “dependência dos ciclos de aquisição europeus”, disse Meghan Welch, managing director da Brown Gibbons Lang & Company à CNBC.
As principais contratadas europeias (European primes) também estão competindo cada vez mais com uma classe emergente de startups de tecnologia de defesa na região.
A startup alemã de drones de IA Helsing levantou 600 milhões de euros e dobrou sua avaliação para 12 bilhões de euros em junho, noticiou o Financial Times. A Quantum Systems, que também desenvolve tecnologia de defesa autônoma, anunciou na sexta-feira que triplicou sua avaliação para mais de 3 bilhões de euros após uma captação de 180 milhões de euros.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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