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Estados Unidos podem ampliar pressão econômica e militar sobre o Irã em guerra de desgaste, avalia professor
Publicado 17/08/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 17/08/2026 • 13:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Os Estados Unidos devem ampliar a pressão econômica sobre o Irã por meio de sanções, restrições ao comércio de petróleo e bloqueios ao acesso do país ao sistema financeiro internacional. Na avaliação de Danilo Porfirio, professor de Direito e Relações Internacionais e pesquisador de política externa norte-americana e do Oriente Médio, a estratégia de Washington vai além de uma tentativa de derrubar o regime iraniano e envolve o controle de recursos estratégicos, principalmente o petróleo.
Segundo o especialista, o conflito entre Estados Unidos e Irã tende a entrar em uma fase de desgaste, com Washington e seus aliados buscando reduzir gradualmente a capacidade econômica e militar de Teerã.
No campo econômico, Porfirio afirma que a expectativa é de intensificação das sanções e de medidas para restringir a comercialização do petróleo iraniano. Ele também cita a possibilidade de retenção de reservas financeiras atribuídas ao Irã. “O objetivo contra o Irã não é só a queda do regime, mas o controle sobre os recursos petrolíferos que outrora estavam sob influência de chineses e russos. Esse é o grande ponto.”
Na frente militar, o professor avalia que os Estados Unidos não teriam condições de sustentar sozinhos uma operação de alta intensidade por um período prolongado. Por isso, segundo ele, Washington dependeria cada vez mais de uma rede de aliados.
A estratégia envolveria países árabes e Israel, com diferentes frentes de atuação na região. Porfirio cita a Arábia Saudita, a Síria e Israel como integrantes de uma articulação destinada a reduzir a capacidade de atuação do Irã e de grupos aliados a Teerã. “Os americanos não conseguem por si só, pelo menos a médio prazo, agir de forma intensiva. Então ele vai criar uma rede de coalizão entre os aliados, aonde os aliados entrarão com as suas forças em compartilhamento.”
Na avaliação do especialista, o conflito também tem uma dimensão de logística militar. A capacidade de manter tropas e equipamentos abastecidos seria um dos fatores que podem determinar a duração e a intensidade da ofensiva.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Irã endurece exigências para reabrir Ormuz, enquanto Trump aposta em pressão econômica
Porfírio afirma ainda que a estratégia americana teria mudado em relação à expectativa inicial de uma intervenção rápida. Segundo ele, uma retirada neste momento poderia ser interpretada politicamente como uma derrota para o governo de Donald Trump. “Qualquer saída agora é um sinal de derrota e Trump não quer derrota.”
Para os próximos dias, Danilo considera que o principal ponto de atenção será verificar se as ameaças anunciadas por Trump serão efetivamente transformadas em medidas econômicas e militares.
Entre os fatores a serem observados está a situação do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O especialista afirma que a redução do fluxo pela região tem levado países envolvidos no conflito a considerar rotas alternativas de escoamento.
A evolução dessas medidas, segundo ele, poderá indicar se o conflito caminhará para uma escalada militar ou para uma estratégia prolongada de pressão econômica e desgaste.
Leia mais: Vance diz que EUA manterão pressão sobre Irã e usarão todas as ferramentas para encerrar guerra
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