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EUA confirmam pela primeira vez que possuem armas posicionadas no espaço
Publicado 14/09/2026 • 19:41 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/09/2026 • 19:41 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: NASA
Os Estados Unidos confirmaram pela primeira vez oficialmente nesta segunda-feira (14) que possuem armas posicionadas em órbita capazes de atuar contra ameaças no espaço. A informação foi divulgada pela Força Espacial americana, que não revelou quais sistemas estão em operação nem quantas armas estão posicionadas.
“Os Estados Unidos dispõem de armas de controle espacial em órbita capazes de defender a Força Conjunta contra ações hostis de adversários”, afirmou um porta-voz da Força Espacial em comunicado.
Segundo a instituição, os sistemas permitem aos Estados Unidos “disputar e controlar” o espaço e “afetar as capacidades do adversário”. A Força Espacial acrescentou que essas capacidades podem ser utilizadas tanto para operações ofensivas quanto defensivas.
A confirmação ocorre em meio à intensificação da disputa militar e tecnológica entre Washington, Pequim e Moscou. Estados Unidos, China e Rússia consideram o espaço um domínio estratégico para comunicações, navegação, inteligência e operações militares.
A Força Espacial americana afirmou que a China desenvolve e opera capacidades espaciais e antiespaciais como parte de sua estratégia de modernização militar. Sobre a Rússia, a instituição disse que Moscou considera o espaço um domínio de combate e avalia que a superioridade espacial poderá ser decisiva em futuros conflitos.
A militarização do espaço, porém, começou décadas antes da criação da Força Espacial americana. Após o lançamento do satélite soviético Sputnik, em 1957, Estados Unidos e União Soviética passaram a desenvolver tecnologias destinadas tanto à utilização militar do espaço quanto à destruição de satélites.
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Siga o Times | CNBCUm dos principais temores durante a Guerra Fria era a instalação de armas nucleares em órbita. Em 1967, Estados Unidos, União Soviética e outros países assinaram o Tratado do Espaço Sideral, que proíbe a colocação de armas de destruição em massa no espaço.
O tratado não proíbe, contudo, todos os tipos de armas convencionais ou sistemas capazes de interferir em satélites. Desde então, diferentes países desenvolveram capacidades antiespaciais destinadas a atingir, interromper ou degradar sistemas orbitais.
China, Estados Unidos, Rússia e Índia estão entre os países que desenvolveram tecnologias para operações militares no espaço. Essas capacidades podem ter como alvo satélites utilizados para comunicações, vigilância, posicionamento e navegação.
A confirmação americana representa uma mudança na transparência sobre o tema. Embora Washington já tivesse demonstrado preocupação com o desenvolvimento de armas antiespaciais por seus principais rivais, a Força Espacial agora reconhece oficialmente a existência de sistemas de armas posicionados em órbita.
A disputa ocorre em um ambiente no qual satélites se tornaram parte essencial da infraestrutura militar e econômica. Uma interrupção desses sistemas pode afetar desde operações militares e sistemas de navegação até comunicações e serviços de localização utilizados por setores civis.
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