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EUA e Rússia retomam canais militares: entenda o que muda na guerra e no controle nuclear global

Publicado 06/02/2026 • 12:47 | Atualizado há 2 horas

AFP

KEY POINTS

  • Pentágono e Moscou reativam comunicação direta para evitar erros de cálculo militares, após negociações em Abu Dhabi que contaram com a presença de Jared Kushner.
  • O anúncio coincide com a expiração do tratado New Start, último pacto nuclear entre as potências, enquanto os EUA tentam forçar a inclusão da China em novos acordos.
  • Apesar da troca de prisioneiros, impasses territoriais persistem e a Rússia mantém ataques severos à rede elétrica ucraniana em meio ao rigoroso inverno europeu.
Vladimir Putin e Donald Trump

Kevin Lamarque / Reuters

Os Estados Unidos e a Rússia decidiram, durante negociações sobre a guerra na Ucrânia realizadas em Abu Dhabi, retomar o diálogo militar de alto nível. O movimento é um passo importante nas relações bilaterais, ocorrendo no momento em que expirou o último tratado de desarmamento nuclear que vinculava as duas potências.

Russos e americanos estavam desde quarta-feira (4) nos Emirados Árabes Unidos para negociar com os ucranianos uma saída para os quatro anos de conflito. Após dois dias de discussões, o único resultado concreto anunciado publicamente foi uma troca de prisioneiros entre Kiev e Moscou.

Nesse contexto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu “resultados mais rápidos” nessas negociações “nada simples”, em que o principal entrave, segundo ele, é a questão territorial. Ele garantiu que “a conversa continua”.

O Pentágono anunciou que o diálogo militar com Moscou será retomado após “avanços produtivos e construtivos” em Abu Dhabi, que contaram com a presença do enviado americano Steve Witkoff e do genro do presidente Donald Trump, Jared Kushner.

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“Manter o diálogo entre as Forças Armadas é um fator importante para a estabilidade e a paz mundial — que só podem ser alcançadas por meio da força — e oferece um meio de aumentar a transparência e promover a desescalada”, justificou o Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA em comunicado.

O general Alexus Grynkewich, comandante americano para a Europa, pretende “manter um diálogo militar” com o chefe do Estado-Maior russo, o general Valery Gerasimov, “a fim de evitar qualquer erro de cálculo e prevenir uma escalada involuntária de ambos os lados”.

Inclusão da China

Os canais de comunicação entre as Forças Armadas de Washington e Moscou haviam sido suspensos no outono de 2021, pouco antes do início do conflito na Ucrânia em fevereiro de 2022.

O anúncio ocorre logo após a expiração, nesta quinta-feira (5), do tratado de desarmamento nuclear New Start, que limitava o arsenal estratégico implantado e o número de lançadores da Rússia e dos Estados Unidos.

O presidente americano Donald Trump não deu seguimento à proposta ao russo Vladimir Putin, de prorrogar por um ano os limites impostos por este tratado, assinado originalmente em 2010.

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Washington defende a inclusão da China, outra grande potência nuclear, em qualquer futuro acordo de controle de armas — o que Pequim descartou na quinta-feira, argumentando que suas “capacidades nucleares estão em uma escala totalmente diferente das dos Estados Unidos e da Rússia”.

Donald Trump “deixou claro no passado que, para alcançar um verdadeiro controle de armas no século XXI, é impossível agir sem incluir a China, devido ao seu arsenal considerável e em rápida expansão”, afirmou na quarta-feira o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio.

O presidente Vladimir Putin prometeu agir de forma “ponderada e responsável” para evitar uma nova corrida armamentista como na época da Guerra Fria, e permanecer aberto a negociações.

“Trabalho significativo”

Sobre a guerra na Ucrânia, Moscou e Kiev confirmaram a troca de 157 militares e civis de cada lado, a primeira operação desse tipo em quatro meses e o único resultado concreto anunciado das negociações nos Emirados Árabes Unidos.

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Mais cedo, o enviado americano Steve Witkoff, presente em Abu Dhabi, saudou as “negociações de paz profundas e produtivas”, embora tenha reconhecido que ainda resta “um trabalho significativo a ser feito”.

Para pressionar a Ucrânia, a Rússia intensificou nos últimos meses os ataques à sua rede de energia, causando cortes em larga escala de eletricidade, água e aquecimento, enquanto o país enfrenta um inverno rigoroso com temperaturas de até -20°C.

Donald Trump havia obtido de Vladimir Putin uma breve pausa de uma semana nesses ataques, mas as ofensivas foram retomadas na terça-feira.

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O presidente Volodymyr Zelensky indicou em uma entrevista divulgada na quarta-feira que o conflito causou a morte de 55 mil militares ucranianos e um “grande número de desaparecidos” que, segundo algumas estimativas, chegam a dezenas de milhares de pessoas.

Na madrugada de quarta para quinta-feira, a Rússia lançou 183 drones de ataque e dois mísseis balísticos contra o país vizinho, segundo a Força Aérea ucraniana, que informou ter interceptado 156 drones. Em Kharkiv, a segunda maior cidade do país, infraestruturas de energia foram atingidas, prejudicando o transporte público, segundo as autoridades locais.

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