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Trump manda reduzir exercícios militares dos EUA com a Coreia do Sul

Publicado 16/08/2026 • 19:06 | Atualizado há 59 minutos

KEY POINTS

  • Presidente americano disse estar insatisfeito com a participação dos Estados Unidos nas manobras conjuntas com a Coreia do Sul.
  • Trump afirmou que exercícios são caros e enviam um sinal “hostil” à Coreia do Norte, citando sua relação com Kim Jong Un.
  • Treinamento começa nesta segunda-feira (17), terá duração de 11 dias e contará com 18 mil militares sul-coreanos e forças americanas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou neste domingo (16) uma redução significativa dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, afirmando estar “insatisfeito” com a participação americana nas manobras destinadas a preparar os dois países para uma eventual ameaça da Coreia do Norte.

A decisão ocorre às vésperas do início do Ulchi Freedom Shield, exercício anual que começa nesta segunda-feira (17) e terá 11 dias de duração. Trump afirmou que já era tarde demais para cancelar a operação e, por isso, ordenou ao secretário de Defesa, Pete Hegseth, que diminuísse “substancialmente” a participação americana.

Em publicação na Truth Social, o presidente relacionou a decisão à sua aproximação com o líder norte-coreano, Kim Jong Un. “Com base na minha ótima relação com Kim Jong Un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o fato de os Estados Unidos terem concordado, há muito tempo, em participar de exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul”, escreveu.

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Trump também criticou os custos das manobras e afirmou que os treinamentos transmitem uma mensagem inadequada a Pyongyang. Segundo ele, os exercícios “não são apenas caros”, com grande parte das despesas assumida pelos Estados Unidos, como também enviam um sinal “totalmente inapropriado e hostil” a um país que, durante sua Presidência, teria mantido uma postura respeitosa e não ameaçadora.

Exercício mobiliza milhares de militares

Realizado regularmente durante o verão, o Ulchi Freedom Shield integra o treinamento das Forças Armadas sul-coreanas com seus aliados americanos e tem como objetivo preparar a defesa contra a Coreia do Norte, que possui armas nucleares.

A operação deverá mobilizar 18 mil militares da Coreia do Sul, além de integrantes do contingente de 28,5 mil soldados americanos estacionados no país.

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Na segunda-feira (10), o porta-voz do Comando de Forças Combinadas dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, coronel Ryan Donald, afirmou que o treinamento deste ano simularia combates contra forças norte-coreanas que ganharam experiência com a participação na guerra entre Rússia e Ucrânia.

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Os exercícios também terão maior atenção a guerra com drones, interrupção de sinais de GPS e ataques cibernéticos.

Pyongyang critica manobras

A Coreia do Norte historicamente condena os treinamentos militares realizados por Washington e Seul, classificando as operações como ensaios para uma possível invasão de seu território.

Durante seu primeiro mandato, Trump promoveu encontros inéditos com Kim Jong Un na tentativa de negociar o programa nuclear norte-coreano. As conversas, porém, não atingiram esse objetivo. O último encontro presencial entre os dois líderes ocorreu em 2019.

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A decisão de reduzir os exercícios acontece também em meio a uma mudança de postura do governo sul-coreano. Desde que assumiu o poder em junho de 2025, o presidente Lee Jae Myung abandonou a linha mais dura de seu antecessor e passou a oferecer negociações com Pyongyang sem condições prévias.

A liderança norte-coreana, entretanto, ainda não respondeu às sucessivas propostas apresentadas por Lee.

As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra. O conflito iniciado em 1950, após um ataque da Coreia do Norte, terminou em 1953 com um armistício, e não com a assinatura de um tratado de paz.

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