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EUA reforçam bloqueio no Estreito de Ormuz e desviam 55 navios enquanto negociações emperram
Publicado 10/08/2026 • 08:15 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/08/2026 • 08:15 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
AFP
Navios navegam próximos ao Estreito de Ormuz, ao largo da costa leste dos Emirados Árabes Unidos, em Khor Fakkan, em 13 de julho de 2026.
As Forças Armadas dos Estados Unidos desviaram outros 20 navios comerciais de portos iranianos na semana passada como parte de seu bloqueio naval, sinalizando que não houve redução da pressão marítima enquanto um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz permanecia distante.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que as forças americanas haviam desviado 55 navios comerciais até domingo, ante 35 em 2 de agosto. As forças dos EUA também inutilizaram dois navios e abordaram outros dois para garantir o cumprimento do bloqueio, segundo comunicado divulgado no domingo.
O aumento desses números evidencia o quanto ambos os lados ainda estão distantes de resolver uma crise que restringe a navegação pelo Estreito de Ormuz há mais de cinco meses. Antes do início da guerra, em fevereiro, o estreito concentrava cerca de um quarto do comércio marítimo mundial de petróleo e de um quinto do gás natural liquefeito (GNL) global.
Leia também: Irã diz que manterá Ormuz fechado até EUA cederem às exigências
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou no domingo que “não há possibilidade de retomar as negociações” enquanto os Estados Unidos continuarem violando o memorando de entendimento de junho, sem compensar o Irã pelas “violações” cometidas, segundo a agência de notícias Tasnim, veículo semioficial associado à Guarda Revolucionária Islâmica.
“Os intermediários ainda estão fazendo esforços para encontrar maneiras de retomar as negociações”, disse Araghchi.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que na semana passada demonstrou confiança de que Washington e Teerã poderiam chegar em breve a um acordo, disse à Axios que está disposto a esperar que as dificuldades econômicas no Irã aumentem, afastando-se de uma nova ofensiva militar.
“Estamos reduzindo o tom”, disse Trump. “Estamos apenas negociando parcialmente com eles. Estamos apenas observando o Irã, com sua enorme inflação e o fato de que eles não têm dinheiro.”
O presidente também publicou no Truth Social um gráfico mostrando a forte queda do valor do rial iraniano entre 2025 e agora, acompanhado das frases “Irã não tem dinheiro” e “a moeda não vale nada”.
Autoridades iranianas apresentaram uma ampla lista de exigências aos representantes americanos para a reabertura do Estreito de Ormuz, incluindo o fim do bloqueio naval e das sanções dos Estados Unidos, a retirada das tropas americanas da região, o pagamento de reparações de guerra e a liberação de ativos iranianos congelados.
O Irã também mantém conversas com Omã para formular um acordo que defina rotas de trânsito pelo estreito. As negociações avançaram e chegaram à etapa final, segundo Araghchi, que ressaltou, no entanto, que o acordo não resultaria na reabertura da hidrovia.
Omã confirmou que suas conversas com Teerã avançavam em “uma atmosfera positiva e construtiva”, ao mesmo tempo em que pediu o fim dos repetidos ataques contra embarcações que atravessam o estreito, para abrir espaço para a diplomacia.
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Siga o Times | CNBCAtaques iranianos em Ormuz e ofensivas dos Houthis no Mar Vermelho continuaram afastando transportadoras marítimas das duas rotas. Os Emirados Árabes Unidos disseram no sábado que o Irã lançou um míssil contra um petroleiro da Abu Dhabi National Oil Company enquanto a embarcação tentava atravessar o estreito nas primeiras horas do dia.
A milícia Houthi do Iêmen, apoiada pelo Irã, reivindicou no domingo a responsabilidade por um ataque contra uma refinaria de petróleo na Arábia Saudita e por outro contra equipamentos na cidade portuária de al-Makha, no Mar Vermelho, no Iêmen.
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“Não parece haver muita margem para concessões, o que, em última análise, torna mais difícil chegar a um acordo sustentável”, afirmou Warren Patterson, chefe de estratégia de commodities do ING Bank, em nota publicada na última sexta-feira.
O banco manteve sua previsão de que o Brent tenha preço médio de US$ 80 por barril neste trimestre, com a expectativa de que os fluxos se normalizem ao longo do terceiro trimestre, embora tenha destacado um nível substancial de “risco e incerteza” em relação a esse cenário-base.
Apesar dos avanços dos últimos dias, o tom da retórica e o aprofundamento da desconfiança entre Washington e Teerã ainda deixam espaço para uma nova deterioração, afirmou Patterson. “As coisas podem voltar a ir de mal a pior.”
O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz caiu para apenas oito travessias confirmadas na última sexta-feira, uma redução de 33% em relação ao dia anterior, segundo a empresa de monitoramento de transporte marítimo Kpler.
Os preços do petróleo avançaram nesta segunda-feira. Os contratos futuros do Brent, referência internacional, subiram quase 1%, para US$ 84,22 por barril, enquanto os futuros do West Texas Intermediate (WTI), referência dos Estados Unidos, avançaram 0,6%, para US$ 78,63 por barril.
A mídia estatal iraniana publicou na semana passada um esboço de plano que restringiria o tráfego pelo Estreito de Ormuz, proibindo a passagem de navios dos Estados Unidos e de Israel e exigindo compensações de países considerados hostis antes de autorizar o trânsito. Segundo a agência estatal Fars, o plano está sendo analisado pelo Parlamento iraniano.
Teerã imporia multas de 20% do valor da carga transportada pelo navio aos infratores, de acordo com a versão inicial do projeto.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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