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EUA revisa petróleo Brent para US$ 91 em 2026 e alerta para estoques em queda

Publicado 09/09/2026 • 15:40 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • EIA revisou para cima as projeções de preço do petróleo para os próximos dois anos.
  • Estoques globais em queda e restrições no Oriente Médio devem manter os preços pressionados no curto prazo.
  • Estoques reduzidos nos EUA e a oferta internacional limitada devem sustentar preços elevados dos derivados.

A Agência de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), ligada ao Departamento de Energia (DoE), revisou para cima suas projeções para o preço médio do petróleo Brent em 2026 e 2027. As novas estimativas foram divulgadas nesta quarta-feira, 9, no relatório mensal Short-Term Energy Outlook (STEO).

A agência agora projeta que o Brent terá preço médio de US$ 91 por barril em 2026, ante US$ 87 na estimativa anterior. Para 2027, a previsão passou de US$ 69 para US$ 74 por barril.

De acordo com a EIA, a revisão reflete um cenário de maior aperto no mercado no curto prazo, impulsionado pela redução dos estoques globais e pelas restrições às exportações de petróleo no Oriente Médio. Interrupções e gargalos logísticos em rotas estratégicas, como os estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, também contribuíram para manter os preços pressionados e aumentar a volatilidade.

A agência estima que os estoques mundiais de petróleo tenham diminuído cerca de 400 milhões de barris ao longo deste ano. A expectativa é de novas reduções até o fim de 2026, cenário que deve manter o Brent próximo dos US$ 90 por barril durante o segundo semestre.

Para 2027, a EIA espera uma recuperação gradual da produção e a recomposição dos estoques, o que deve aliviar a pressão sobre os preços. Ainda assim, a nova projeção permanece acima da apresentada no relatório anterior.

A produção no Oriente Médio também deve se recuperar, mas, segundo a agência, continuará abaixo dos níveis médios registrados antes do conflito até o segundo trimestre de 2027. As exportações de petróleo da Arábia Saudita pelo porto de Yanbu, no Mar Vermelho, por exemplo, caíram cerca de 50% em agosto em relação a julho devido a interrupções no estreito de Bab el-Mandeb.

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Com os problemas na região, parte dos fluxos de petróleo precisou ser redirecionada por rotas mais longas e caras. A EIA ressalta, porém, que os dados considerados no relatório foram coletados até 3 de setembro e, portanto, não incorporam o recente aumento das tensões geopolíticas.

No mercado de derivados, o destaque ficou para a situação dos destilados. A EIA estima que os estoques de óleo destilado nos Estados Unidos caiam abaixo de 100 milhões de barris em setembro e permaneçam em níveis reduzidos durante boa parte de 2027. A situação tende a manter os preços do diesel elevados e pode estimular as exportações americanas diante da escassez no mercado internacional.

A pressão também aparece nas margens de refino. A EIA elevou de US$ 0,84 para US$ 0,94 por galão a previsão para o crack spread dos destilados em 2026.

Segundo a agência, o crack spread do diesel pode ultrapassar US$ 2 por galão entre agosto e novembro, antes de recuar gradualmente a partir de 2027, à medida que a oferta de derivados se normalize. Os preços do diesel recentemente atingiram níveis recordes nos Estados Unidos, enquanto a alta das margens de refino segue no radar dos investidores do setor de energia.

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