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EUA sancionam autoridades iranianas por repressão a protestos e lavagem de recursos do petróleo
Publicado 15/01/2026 • 13:05 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 15/01/2026 • 13:05 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Os Estados Unidos (EUA) anunciaram nesta quinta-feira (15) novas sanções contra autoridades de segurança e integrantes do sistema financeiro do Irã, acusados de coordenar a repressão violenta a protestos populares e de operar esquemas de lavagem de dinheiro ligados às receitas do petróleo.
As medidas foram divulgadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, por meio do Office of Foreign Assets Control (OFAC), e atingem dirigentes políticos, comandantes regionais das forças de segurança e empresas usadas para movimentar recursos fora do país.
Entre os sancionados está Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, apontado pelo governo americano como um dos principais responsáveis por autorizar o uso da força contra manifestantes desde dezembro de 2025. Segundo o Tesouro, forças de segurança iranianas teriam disparado munição real contra civis e atacado hospitais que atendiam feridos durante os protestos.
“O governo dos Estados Unidos está firmemente ao lado do povo iraniano em sua luta por liberdade e justiça”, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em comunicado. De acordo com ele, as sanções foram determinadas pelo presidente Donald Trump e fazem parte de uma estratégia de pressão econômica contínua sobre o regime iraniano.
Leia também: Crise no Irã leva governos a recomendar saída imediata de cidadãos
Além da repressão interna, o OFAC também mirou redes de “bancos paralelos” usadas para lavar bilhões de dólares provenientes da venda de petróleo e produtos petroquímicos. As investigações apontam o envolvimento de instituições como o Bank Melli e o Shahr Bank, que utilizariam empresas de fachada no Oriente Médio, Ásia e Europa para contornar sanções internacionais.
Segundo o Tesouro, esses recursos não beneficiam a população iraniana, que enfrenta inflação elevada e desequilíbrios fiscais, mas são direcionados ao financiamento da repressão interna e ao apoio a grupos armados no exterior, incluindo a Guarda Revolucionária Islâmica.
Com as sanções, todos os bens e ativos das pessoas e empresas listadas que estejam sob jurisdição americana ficam bloqueados, e cidadãos ou instituições financeiras dos EUA ficam proibidos de realizar qualquer transação com os alvos. O governo americano alerta ainda que empresas estrangeiras podem ser punidas caso ajudem a burlar as restrições.
As medidas se somam a uma série de ações adotadas ao longo de 2025, quando os EUA sancionaram centenas de pessoas, embarcações e aeronaves ligadas ao comércio de petróleo iraniano, ampliando a pressão econômica sobre Teerã.
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