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Europa planeja restringir Huawei e ZTE em redes estratégicas; entenda
Publicado 17/01/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 17/01/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 dias
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Bandeira da União Europeia
A Comissão Europeia deve apresentar nesta semana um plano para acelerar a retirada gradual de equipamentos fabricados na China de infraestruturas consideradas críticas na União Europeia, segundo informações do Financial Times. A proposta prevê a restrição da atuação de empresas como Huawei e ZTE em áreas como redes de telecomunicações, sistemas de energia solar e equipamentos de segurança, segundo autoridades envolvidas nas discussões.
A iniciativa faz parte de uma revisão mais ampla da política de segurança e tecnologia do bloco, que busca reduzir a dependência tanto de grandes empresas americanas quanto de fornecedores chineses classificados como de alto risco. Autoridades europeias avaliam que esses equipamentos poderiam ser utilizados para a coleta de dados sensíveis. Os Estados Unidos já adotam há anos restrições à participação da Huawei em suas redes.
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O texto, que integra um pacote de cibersegurança a ser apresentado na terça-feira (20), deve transformar em obrigatória uma regra hoje voluntária que permite aos países-membros limitar ou excluir determinados fornecedores de suas infraestruturas digitais.
Recomendações anteriores, no entanto, tiveram aplicação desigual entre os países do bloco. Alguns governos continuam utilizando equipamentos de empresas consideradas sensíveis. No ano passado, por exemplo, a Espanha firmou um contrato de €12 milhões com a Huawei para o fornecimento de hardware destinado ao armazenamento de interceptações telefônicas autorizadas judicialmente.
Uma versão preliminar da proposta aponta que soluções nacionais fragmentadas não foram suficientes para garantir coordenação e confiança em escala europeia, o que reforçou a necessidade de uma abordagem unificada.
Nos últimos anos, Bruxelas também intensificou a fiscalização sobre a presença de empresas chinesas em setores estratégicos. A Comissão Europeia abriu investigações contra fabricantes de trens e turbinas eólicas e realizou, em 2024, operações de busca em escritórios europeus da empresa chinesa de equipamentos de segurança Nuctech.
O cronograma para a substituição dos equipamentos deve variar de acordo com o grau de risco associado a cada fornecedor e com o setor envolvido, além de considerar custos e a disponibilidade de alternativas no mercado. Atualmente, mais de 90% dos painéis solares instalados na União Europeia são produzidos na China.
Representantes da indústria alertam para a dificuldade de encontrar fornecedores substitutos em curto prazo, especialmente diante do esforço simultâneo para reduzir a dependência tanto da China quanto dos Estados Unidos. Operadoras de telecomunicações também apontam risco de repasse de custos ao consumidor em caso de restrições mais duras.
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Após a apresentação da proposta, o texto seguirá para negociação com o Parlamento Europeu e os governos nacionais. Como a segurança é uma competência dos Estados-membros, o cronograma de implementação pode enfrentar resistência em algumas capitais.
Em novembro, o governo chinês afirmou que eventuais restrições violariam princípios de mercado e regras de concorrência, além de poderem gerar prejuízos econômicos e impactos sobre o desenvolvimento tecnológico.
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