Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Mercosul–UE: por que o Brasil é o principal eixo do acordo comercial?
Publicado 17/01/2026 • 07:44 | Atualizado há 8 meses
Preço do diesel atinge recorde histórico, enquanto as guerras na Ucrânia e no Irã paralisam refinarias
LeBron James anuncia parceria com a Polymarket
Trump aumenta pressão sobre Warsh às vésperas de possível alta dos juros pelo Fed
Com chip chinês, o novo ‘robô pato’ da Hugging Face explodiu em vendas
O capitalismo de Estado de Trump chega ao setor petrolífero com acordo sem precedentes com a Venezuela
Publicado 17/01/2026 • 07:44 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
A assinatura do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, neste sábado (17), aproxima cadeias produtivas estratégicas de dois continentes e consolida uma relação econômica claramente assimétrica, na qual o Brasil ocupa posição central dentro do tratado.
O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas em mais de 90% do comércio bilateral, além da criação de regras comuns para bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios, após mais de 25 anos de negociações.
De acordo com dados da Comissão Europeia, o Brasil responde por mais de 82% das importações europeias originadas no Mercosul e por cerca de 79% das exportações do bloco sul-americano para a UE. Esse desenho coloca Argentina, Uruguai e Paraguai em posição secundária, já que a dinâmica econômica do tratado é, na prática, estruturada a partir da relação direta entre Brasil e Europa.
Leia também: Von der Leyen e Lula defendem acordo UE–Mercosul como motor de crescimento
Em 2025, o Brasil importou US$ 50,3 bilhões da União Europeia, com forte concentração em três países:
A pauta revela dependência de bens de maior valor tecnológico, essenciais para a indústria e serviços:
A retirada das tarifas tende a reduzir custos de produção no Brasil, ao baratear insumos estratégicos importados da Europa.
Leia também: Minerais: acordo com a UE fortalece exportações brasileiras, diz Ibram
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCEm 2025, o Brasil exportou US$ 49,81 bilhões para a União Europeia, concentrados principalmente em:
A pauta é fortemente baseada em commodities e insumos industriais, fundamentais para as cadeias produtivas europeias:
Leia também: Fruticultura brasileira fica mais competitiva com acordo UE-Mercosul, diz setor
Apesar de negociado em bloco, o acordo reflete o peso desigual entre os países do Mercosul. O Brasil concentra a maior parte do comércio e da influência política, enquanto a Argentina aparece como segundo parceiro, mas com exportações quase cinco vezes menores. O Uruguai avança de forma gradual, porém enfrenta limitações regulatórias, e o Paraguai tem peso econômico reduzido e participação marginal na relação com a União Europeia. O resultado é um tratado em que o Brasil funciona como o verdadeiro eixo econômico, enquanto os demais países participam de forma periférica.
Em síntese, o acordo Mercosul–União Europeia cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, mas consolida um modelo no qual a Europa ganha acesso a commodities estratégicas, o Brasil amplia o acesso a tecnologia, máquinas e insumos industriais, e o valor econômico se concentra nos grandes players globais, com impacto limitado para os países menores do bloco. Para o mercado, o tratado vai além da diplomacia: representa uma reconfiguração estrutural das cadeias globais, com efeitos diretos sobre indústria, agronegócio, energia, logística e investimentos.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Bilibili chega ao Brasil: veja os requisitos para monetizar
2
Mansur, ex-proprietário da Reag, oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões atribuídos a Daniel Vorcaro
3
Uber demite 3.300 funcionários, acaba com home-office e elimina 20% dos gestores; ação avança 2% no pré-market
4
iPhone 18 Pro: veja tudo o que já foi revelado sobre o novo aparelho
5
Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente