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Exército monitora situação na Venezuela e mantém tropa na fronteira em Roraima
Publicado 03/01/2026 • 11:08 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 03/01/2026 • 11:08 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Exército Brasileiro
O Exército Brasileiro monitora a situação na Venezuela e mantém tropas mobilizadas na fronteira em Roraima após o ataque dos Estados Unidos a Caracas e a captura do presidente Nicolás Maduro, anunciada pelo presidente americano Donald Trump neste sábado (3).
A avaliação inicial de militares brasileiros é que a operação dos EUA foi pontual, voltada à captura do líder venezuelano, sem repercussões operacionais imediatas para o Brasil.
Segundo fontes militares, o Exército acompanha em tempo real os desdobramentos da crise na Venezuela, com atenção especial à faixa de fronteira no Norte do país. Até as primeiras horas da manhã, não havia registro de fluxo atípico de imigrantes deixando o território venezuelano em direção ao Brasil.
O monitoramento inclui a região de Santa Elena de Uairén, cidade venezuelana vizinha ao município brasileiro de Pacaraima.
Pacaraima, no extremo norte de Roraima, abriga um Pelotão Especial de Fronteira do Exército Brasileiro, com efetivo de prontidão. A unidade vem sendo reforçada desde 2024, diante do aumento das tensões políticas e sociais na Venezuela.
Apesar da ausência de movimentação fora do padrão até o momento, militares avaliam que um aumento no número de refugiados venezuelanos é uma consequência esperada após a ação militar dos EUA.
O Exército considera que a escalada do conflito na Venezuela pode intensificar a migração para o Brasil nos próximos dias, especialmente por Roraima, principal porta de entrada de venezuelanos no país.
As Forças Armadas atuam em coordenação com outros órgãos do governo federal para responder rapidamente a eventuais mudanças no cenário humanitário e de segurança na fronteira.
A leitura predominante entre os militares brasileiros é que o ataque dos EUA à Venezuela teve caráter cirúrgico, sem indicação, até agora, de escalada regional que afete diretamente o território nacional.
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Ainda assim, o Exército mantém o nível de prontidão elevado e segue acompanhando a evolução dos acontecimentos em Caracas e nas áreas próximas à fronteira brasileira.
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