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Exportações chinesas de ímãs de terras raras para os EUA caem pelo segundo mês, revertendo breve recuperação
Publicado 21/10/2025 • 07:55 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 21/10/2025 • 07:55 | Atualizado há 1 ano
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Unsplash.
Bandeira da China
As exportações da China de ímãs de terras raras para os Estados Unidos caíram acentuadamente em setembro, encerrando meses de recuperação em meio às disputas comerciais entre as duas potências econômicas e aos esforços de Washington para garantir cadeias de suprimento alternativas.
Dados divulgados na segunda-feira pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que as exportações destinadas aos EUA caíram 28,7% em setembro em relação a agosto, para 420,5 toneladas. O número também representa uma queda de quase 30% em relação ao mesmo período do ano passado.
Essa foi a segunda queda mensal consecutiva, após uma breve recuperação iniciada em junho, quando Pequim concordou em acelerar a concessão de licenças de exportação de terras raras durante as negociações comerciais com autoridades norte-americanas em Londres.
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Empresas chinesas do setor de ímãs de terras raras têm enfrentado, segundo relatos, uma fiscalização mais rígida nos pedidos de licenças de exportação desde setembro. Os dados alfandegários também antecedem a ampliação do regime de licenciamento de exportações anunciada por Pequim no início deste mês.
A China domina a produção global de ímãs permanentes de terras raras, com cerca de 90% do mercado, além de exercer controle semelhante sobre o refino dos elementos usados na fabricação, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).
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Siga o Times | CNBCEsses ímãs são essenciais para tecnologias como veículos elétricos, energia renovável, eletrônicos e sistemas de defesa. Restrições anteriores impostas por Pequim já causaram escassez e interrupções no fornecimento em diversos setores no início deste ano.
As restrições chinesas às exportações também não se limitaram aos Estados Unidos. As remessas totais de ímãs de terras raras da China caíram 6,1% em setembro em comparação com agosto, de acordo com os dados alfandegários.
As interrupções no fornecimento têm levado os EUA e seus parceiros a acelerar esforços para construir cadeias de suprimento alternativas de terras raras e minerais críticos.
Na segunda-feira, os Estados Unidos e a Austrália assinaram um acordo de minerais avaliado em até US$ 8,5 bilhões. O pacto inclui financiamento para diversos projetos voltados a ampliar o fornecimento de terras raras e materiais minerais críticos usados na indústria de defesa e na segurança energética.
O acordo ocorre após a norte-americana Noveon Magnetics ter assinado, no início deste mês, um memorando de entendimento com a australiana Lynas Rare Earths para formar uma parceria estratégica voltada ao desenvolvimento de uma cadeia de suprimento escalável de ímãs de terras raras nos EUA.
No entanto, a fabricação desses ímãs é altamente complexa e depende das operações de mineração e refino de elementos de terras raras na etapa inicial da cadeia produtiva.
Atualmente, apenas um pequeno número de empresas norte-americanas produz ímãs dentro do país, e muitas ainda estão nos estágios iniciais de produção.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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