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Fim de subsídios do Obamacare já deixa milhões sem plano de saúde nos EUA; entenda

Publicado 13/01/2026 • 20:29 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Cerca de 1,5 milhão de americanos já abandonaram planos do ACA após o fim dos subsídios federais extras no final de 2025, segundo dados preliminares do CMS
  • Sem os subsídios, as mensalidades devem mais que dobrar para muitos beneficiários, e estimativas indicam que até 4,8 milhões de pessoas podem ficar sem cobertura em 2026
  • O tema deve ganhar peso político nas eleições legislativas, já que a maior parte do crescimento recente do ACA ocorreu em estados que votaram em Donald Trump
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O fim dos subsídios federais extras ao Affordable Care Act (ACA), o sistema de saúde conhecido como Obamacare, já começa a impactar o número de americanos com plano de saúde. Dados preliminares divulgados nesta semana pelos Centros de Serviços Medicare & Medicaid (CMS) mostram que cerca de 1,5 milhão de pessoas deixaram os planos até o início de janeiro, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Até agora, aproximadamente 22,8 milhões de americanos se inscreveram para ter cobertura em 2026, abaixo dos 24,3 milhões registrados em 2025. Apesar de parciais, os números são vistos por especialistas como um sinal inicial do impacto causado pelo encerramento dos subsídios, que vinham sendo concedidos desde 2021 e expiraram no fim de 2025.

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Sem os subsídios, o custo dos planos deve subir de forma significativa. Segundo a organização KFF, que acompanha políticas públicas de saúde, o valor médio das mensalidades pode mais que dobrar para muitos beneficiários neste ano. Diante desse cenário, especialistas projetam que milhões de pessoas podem optar por abandonar completamente a cobertura.

O período oficial de inscrições ainda está aberto até 15 de janeiro, e parte dos beneficiários foi automaticamente reinscrita nos mesmos planos do ano anterior. No entanto, analistas alertam que muitos podem desistir da cobertura quando começarem a pagar as primeiras mensalidades nas próximas semanas.

“Ainda é cedo para saber qual será o tamanho real da queda”, afirmou Jared Ortaliza, analista da KFF. Segundo ele, se o recuo nas inscrições se confirmar ao final do período de adesão, será a primeira queda anual desde 2020.

Estimativas do Urban Institute apontam que até 4,8 milhões de pessoas podem ficar sem seguro de saúde em 2026 em razão do fim dos subsídios. Outras 2,5 milhões devem abandonar o ACA, mas migrar para alternativas, como planos oferecidos por empregadores ou programas públicos, como o Medicaid. Há também quem permaneça no sistema, mas opte por planos com franquias mais altas, que têm mensalidades menores, porém custos maiores no momento do atendimento.

Especialistas alertam para o impacto econômico do aumento do número de pessoas sem cobertura. “O risco de enfrentar contas médicas impagáveis é real, considerando a alta generalizada dos custos no setor de saúde”, afirmou Jonathan Burks, do Bipartisan Policy Center. Para ele, a dificuldade de acesso à saúde pode afetar diretamente a produtividade da força de trabalho e o desempenho da economia.

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Além do impacto social, o tema também deve ganhar peso político. A maior parte do crescimento recente do ACA ocorreu em estados que votaram em Donald Trump nas últimas eleições. Segundo a KFF, cerca de 88% da expansão do número de beneficiários desde 2020 veio desses estados. Democratas defendem a retomada dos subsídios, enquanto a maioria dos republicanos se opõe à medida. Trump já sinalizou que poderia vetar uma eventual proposta de extensão dos benefícios.

O impacto definitivo do fim dos subsídios só deverá ser conhecido no meio do ano, quando o CMS divulgar os dados de “adesão efetivada”, que consideram apenas os beneficiários que realmente pagaram a primeira mensalidade e ativaram seus planos.

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