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CNBCPor que a China consegue suportar a alta do petróleo com mais facilidade do que outros países

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Guerra no Irã: veja na linha do tempo como petróleo, ouro e mercados globais reagiram

Publicado 10/03/2026 • 00:13 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O petróleo disparou mais de 35%, registrando o maior ganho semanal desde o início das negociações de contratos futuros em 1983.
  • O cenário fez investidores reagirem rapidamente, deslocando recursos para commodities e ativos considerados mais seguros.
  • Nos Estados Unidos, o efeito já aparece no preço dos combustíveis, o valor médio da gasolina comum subiu quase 27 centavos na última semana e chegou a US$ 3,25 por galão.
mercados globais

Foto: Freepik

Do petróleo ao ouro: veja como a guerra no Irã impacta os mercados globais

A escalada da guerra entre Estados Unidos e Irã provocou uma forte reação nos mercados internacionais nesta semana. O petróleo disparou mais de 35%, registrando o maior ganho semanal desde o início das negociações de contratos futuros em 1983.

A valorização ocorreu ao longo dos últimos dias, à medida que o conflito no Oriente Médio afetou o fluxo de energia no Golfo Pérsico e elevou a preocupação com o abastecimento mundial, segundo a CNBC.

A tensão aumentou depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu a rendição incondicional do Irã.

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O conflito entrou no décimo dia nesta segunda-feira (9), e já impacta diretamente o transporte de petróleo na região do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para exportação de energia no mundo.

O cenário fez investidores reagirem rapidamente, deslocando recursos para commodities e ativos considerados mais seguros.

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Linha do tempo dos mercados durante a guerra

Os mercados reagiram dia a dia conforme as notícias do conflito avançavam, a sequência abaixo resume como os principais ativos globais responderam ao aumento da tensão.

Nos primeiros dias da guerra, investidores começaram a buscar proteção em ativos considerados mais seguros.

Ouro

O mercado do ouro reagiu às tensões no Oriente Médio. Nesta segunda-feira (9), o metal recuou para cerca de US$ 5.103,7 por onça, aproximadamente R$ 26 mil, pressionado pela valorização do dólar e pela diminuição das apostas de cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos.

Um dia antes da guerra, em 27 de fevereiro, o metal havia registrado cerca de US$ 5.278, em média R$ 27 mil.

O cenário se agravou após dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz, o que levou produtores do Oriente Médio, como Kuwait, Iraque e Emirados Árabes Unidos, a limitar a produção.

A alta da energia aumenta as preocupações com a inflação global e pode dificultar cortes de juros pelo Federal Reserve, elevando também o risco de estagflação na economia mundial, segundo o Trading Economics.

Prata

O mercado da prata também reagiu à escalada da guerra no Oriente Médio. O metal encerrou o dia em leve queda, próximo de US$ 83,9 por onça, quase R$ 440, após recuperar parte das perdas registradas no início das negociações.

Antes do início do conflito, o valor do metal chegou a ser registrado em US$ 93,8, em média R$ 480.

A pressão veio principalmente do fortalecimento do dólar e da alta dos rendimentos dos títulos, fatores que costumam reduzir o interesse por metais. Ao mesmo tempo, investidores diminuíram as apostas de que o Federal Reserve possa iniciar cortes nas taxas de juros no curto prazo.

Mesmo com o cenário de conflito, a demanda por ativos de proteção não foi suficiente para sustentar os preços. Desde o início da guerra com o Irã, a prata já acumula queda de cerca de 10%.

Como a prata tem forte uso industrial, o temor de crescimento econômico mais fraco tende a reduzir as perspectivas de demanda pelo metal, de acordo com dados do Trading Economics.

Cobre

O cobre também registrou queda nos mercados internacionais diante do aumento das tensões no Oriente Médio. Os contratos futuros do metal foram negociados abaixo de US$ 5,7 por libra, em média R$ 29, alcançando o nível mais baixo das últimas semanas.

Em 27 de fevereiro, o cobre chegou a US$ 6, cerca de R$ 31.

Outro fator observado pelo mercado, segundo o Trading Economics, é o cenário na China, maior consumidor mundial de cobre. No país, a inflação anual atingiu em fevereiro o nível mais alto em três anos, impulsionada em parte pelos gastos relacionados ao feriado do Ano Novo Lunar.

Bitcoin e criptomoedas

O Bitcoin também reagiu às tensões geopolíticas e manteve valorização nos últimos dias. A criptomoeda permaneceu acima de US$ 70.000 e chegou a ser negociada perto de US$ 72.000, próximo do nível mais alto em cerca de quatro semanas, de acordo com dados do Trading Economics.

O último registro antes da guerra, o valor do Bitcoin, estava a US$ 66.979, em média R$ 348 mil.

Mesmo com a volatilidade provocada pela guerra no Oriente Médio, o ativo digital registrou desempenho superior ao de alguns investimentos tradicionais de proteção. Enquanto o ouro recuou nos últimos dias, o Bitcoin acumulou alta de aproximadamente 12% desde o início das tensões.

O movimento também foi impulsionado pela entrada de recursos em fundos negociados em bolsa ligados à criptomoeda nos Estados Unidos, que já receberam cerca de US$ 700 milhões em março.

Outras criptos:

Ether

27/02 | US$ 1.930 (em média, R$ 10 mil)

09/03 | US$ 2.040 (em média, R$ 10,6 mil )

Binance

27/02 | US$ 614 (em média, R$ 3,1 mil)

09/03 | US$ 643 (em média, R$ 3,3 mil)

Cardano

27/02 | US$ 0,25 (em média, R$ 1,30 )

09/03 | US$ 0,26 (em média, R$ 1,40 )

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Dólar

O dólar também ganhou força nos mercados internacionais em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio. O índice da moeda americana voltou a subir nesta segunda-feira e foi negociado perto de 99,2 pontos, impulsionado pela busca de investidores por ativos considerados mais seguros.

Em 27/02, estava sendo negociada a 97,6 pontos.

Petróleo bruto

O petróleo também apresentou forte volatilidade ao longo do dia. Depois de chegar a cerca de US$ 120 por barril, o maior nível desde 2022, os contratos futuros do WTI recuaram no fim da tarde.

Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,3%, a US$ 94,77 (R$ 492,80) o barril.

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A reversão ocorreu após ministros das Finanças do G7 afirmarem que o grupo está preparado para liberar petróleo de reservas estratégicas caso seja necessário conter a alta dos preços.

Em 27 de fevereiro, a mercadoria registrou um valor de US$ 67, em média R$ 350.

Petróleo Brent

O petróleo Brent também perdeu força no fim das negociações, mas conseguiu sustentar a alta. O barril para maio fechou o dia com ganhos de 6,8%, a US$ 98,96 (R$ 514,59).

Um dia antes da guerra, o Brent estava sendo negociado a US$ 72, cerca de R$ 375.

Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Iraque começaram a reduzir a oferta diante das dificuldades de transporte pelo Estreito de Ormuz e do rápido aumento dos estoques na região.

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Gasolina

Nos Estados Unidos, o efeito já aparece no preço dos combustíveis, o valor médio da gasolina comum subiu quase 27 centavos na última semana e chegou a US$ 3,25 por galão, cerca de R$ 17. A tendência depende da duração do conflito e da retomada do transporte de petróleo no Golfo Pérsico.

Segundo o Trading Economics, antes do conflito dar início, o valor da gasolina chegou a US$ 2,30, em média R$ 11.

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Enquanto isso, o mercado continua atento a cada novo desdobramento da guerra, que já se tornou um dos principais fatores de instabilidade econômica no cenário internacional e principalmente no valor do petróleo.

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