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Hillary Clinton depõe em investigação sobre Epstein e reacende tensão política nos EUA
Publicado 26/02/2026 • 12:35 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/02/2026 • 12:35 | Atualizado há 1 hora
Joseph Sohm / Shutterstock.com
A ex-secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, presta depoimento nesta quinta-feira (26) a uma comissão do Congresso que investiga as conexões com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais. A audiência ocorre a portas fechadas, em meio a forte disputa política sobre o alcance e a transparência das investigações.
O depoimento acontece após semanas de pressão dos republicanos, que ameaçaram declarar os Clinton em desacato caso não colaborassem. A decisão de ouvir o casal sem transmissão pública gerou críticas e reforçou a tensão entre os partidos.
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A investigação do Congresso ganhou novo fôlego com a divulgação recente de documentos envolvendo Epstein, nos quais aparecem nomes de figuras influentes da política e do empresariado americano. Entre eles, o ex-presidente Bill Clinton, que deve prestar depoimento na sexta-feira.
Fotos e registros já haviam mostrado o ex-presidente em viagens no avião particular de Epstein e em eventos organizados pelo financista. Clinton afirma que os encontros ocorreram no início dos anos 2000, ligados a atividades da Fundação Clinton, e nega qualquer envolvimento com crimes.
A presença do nome nos arquivos, no entanto, não configura prova de ilegalidade, mas tem sido suficiente para alimentar disputas políticas em Washington.
De um lado, republicanos pressionam por maior aprofundamento das investigações e sugerem relações indevidas entre os Clinton e Epstein. Do outro, democratas afirmam que há uso político do caso e questionam a condução do processo.
A decisão de manter os depoimentos sob sigilo também virou ponto de atrito. Bill Clinton classificou a medida como “puramente política”, enquanto a comissão defende que sessões fechadas permitem questionamentos mais diretos.
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Jeffrey Epstein morreu em 2019, em uma prisão de Nova York, enquanto aguardava julgamento por acusações de exploração sexual. Desde então, o caso se tornou um dos maiores escândalos envolvendo elites globais, devido à rede de contatos que o financista mantinha.
Sua ex-associada, Ghislaine Maxwell, é até hoje a única pessoa condenada diretamente pelos crimes ligados ao esquema. Ela cumpre pena de 20 anos por tráfico sexual.
Maxwell chegou a ser ouvida pelo Congresso neste mês, mas se recusou a responder às perguntas, invocando o direito de não se autoincriminar. Seu advogado afirmou que ela poderia colaborar publicamente caso recebesse um eventual indulto presidencial.
Para o mercado e para a política internacional, o caso Epstein vai além da esfera criminal. Ele expõe como redes de influência entre negócios, poder e celebridades podem gerar riscos reputacionais profundos, mesmo na ausência de condenações formais.
Diversas figuras públicas já tiveram suas carreiras afetadas por vínculos com o financista, e o tema segue sendo explorado politicamente nos Estados Unidos, especialmente em ano pré-eleitoral.
Hillary Clinton afirmou recentemente que “não tem nada a esconder” e que suas interações com Maxwell foram pontuais. Ainda assim, o depoimento reforça a pressão por esclarecimentos.
No fim, o caso mostra como, no atual ambiente político, percepção pública pode ser tão relevante quanto os fatos jurídicos. E, nesse cenário, qualquer ligação com Epstein continua sendo um passivo difícil de ignorar.
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