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Incertezas sobre o Fed e tensões geopolíticas geram queda no ouro
Publicado 08/01/2026 • 17:34 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 08/01/2026 • 17:34 | Atualizado há 2 meses
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Ouro
O ouro fechou em leve queda nesta quinta-feira (8), pelo segundo dia consecutivo, após operar volátil próximo à estabilidade nas horas finais da sessão.
O mercado pondera maiores tensões geopolíticas — especialmente entre os Estados Unidos, a Venezuela e a Groenlândia — e comentários de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) sobre a trajetória de juros neste ano.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para fevereiro encerrou em queda de 0,04%, a US$ 4.460,70 por onça-troy (aproximadamente R$ 24.015,10, na cotação atual).
O ouro teve perdas mais intensas pela manhã, pressionado pelo dólar e juros dos Treasuries, que ganharam ligeira força após a divulgação de indicadores econômicos dos EUA referentes ao comércio e ao desemprego. No decorrer da sessão, o metal precioso chegou a reverter o movimento e flertar com ganhos modestos, mas a recuperação não se sustentou mesmo ante sinalizações de possíveis cortes nos juros pelo Fed.
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Em entrevista, o diretor do BC dos EUA, Stephen Miran, disse esperar que as taxas de juros sejam reduzidas em 150 pontos-base (pb) este ano e avaliou que, nos últimos meses, a política monetária esteve “muito restritiva”. No mesmo sentido, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, defendeu que taxas de juros mais baixas são a chave para o crescimento econômico futuro.
Na ponta geopolítica, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, deve se reunir na próxima semana com autoridades da Dinamarca e da Groenlândia para expressar o desejo dos EUA de adquirirem a ilha autônoma, que é rica em matérias-primas críticas. A chefe de Relações Exteriores e Segurança da União Europeia (UE), Kaja Kallas, sinalizou que já discutiu com outros representantes europeus qual será a resposta conjunta caso a ameaça americana se concretize.
Na avaliação do Swissquote Bank, o ouro enfrenta “resistência” perto de suas máximas históricas, mas ele tem sido considerado como uma reserva de valor estratégica em meio ao declínio do interesse pelo dólar americano.
Entre outros metais preciosos, a prata para março fechou em baixa de 3,18%, a US$ 75,14 por onça-troy (R$ 404,25). A platina para abril chegou a cair 2% durante a sessão, mas reduziu para queda de 0,69%, a US$ 2.253,00 (R$ 12.121,14), enquanto o paládio reverteu perdas e subia 0,75%, a US$ 1.798,50 (cerca de R$ 9.675,93), às 15h40 (de Brasília).
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