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Inteligência dos Estados Unidos monitora possível ameaça cubana com drones
Publicado 17/05/2026 • 18:00 | Atualizado há 24 minutos
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Publicado 17/05/2026 • 18:00 | Atualizado há 24 minutos
KEY POINTS
YAMIL LAGE / POOL / AFP
Relatórios de inteligência dos Estados Unidos apontam que o governo cubano teria ampliado significativamente sua capacidade militar com a compra de mais de 300 drones de combate. Segundo informações divulgadas pelo portal Axios, autoridades em Havana passaram a discutir possíveis cenários de ataque contra a base naval americana de Guantánamo, embarcações militares dos EUA e até a cidade de Key West, no estado da Flórida.
De acordo com um integrante do governo americano ouvido sob anonimato, as informações levantadas pelos serviços de inteligência podem fortalecer argumentos dentro de Washington favoráveis a uma ação militar contra Cuba. O governo dos EUA também acompanha com preocupação a atuação de assessores militares iranianos em território cubano.
O diretor da CIA, John Ratcliffe, esteve em Havana na quinta-feira, 14, onde teria transmitido um alerta direto às autoridades cubanas. Segundo fontes americanas, Ratcliffe afirmou que uma flexibilização das sanções econômicas dependeria de mudanças profundas no sistema político da ilha.
O governo americano avalia anunciar novas punições contra Cuba nos próximos dias. Entre as medidas em discussão está uma possível acusação formal do Departamento de Justiça contra Raúl Castro, apontado como responsável pela derrubada de dois aviões de uma organização humanitária sediada em Miami, em 1996.
Segundo o Axios, Cuba vem reforçando seu arsenal desde 2023 com drones militares adquiridos da Rússia e do Irã. Os equipamentos teriam sido distribuídos em diferentes pontos estratégicos da ilha.
Autoridades americanas afirmam que Havana intensificou recentemente a compra de drones e outros recursos militares. Informações obtidas pelos EUA indicam ainda que militares cubanos estudam as estratégias utilizadas pelo Irã em confrontos recentes envolvendo Washington e aliados no Oriente Médio.
A preocupação da administração do presidente Donald Trump aumentou após ataques iranianos com drones no Golfo terem mostrado alta capacidade operacional e impacto sobre rotas marítimas estratégicas.
Além disso, autoridades americanas relataram que combatentes cubanos enviados para apoiar forças russas na guerra da Ucrânia retornaram com informações sobre o uso eficiente de drones em combate moderno.
Apesar do alerta, Washington avalia que Cuba não representa uma ameaça imediata. A interpretação atual é de que o governo cubano estaria desenvolvendo planos de contingência para um eventual agravamento das relações com os Estados Unidos.
Integrantes do governo americano acreditam que Havana não teria condições militares de bloquear o Estreito da Flórida da mesma forma que o Irã conseguiu pressionar o tráfego no Estreito de Ormuz. Ainda assim, a proximidade geográfica entre Cuba e a Flórida mantém o tema sob atenção da Casa Branca.
Nos bastidores, autoridades cubanas demonstram receio de uma possível operação militar americana semelhante à realizada na Venezuela no início do ano, quando forças dos EUA capturaram o líder venezuelano Nicolás Maduro em Caracas.
Trump voltou a endurecer o discurso contra Havana nas últimas semanas, embora tenha afirmado que negociações seguem em andamento entre os dois países.
“Cuba está pedindo ajuda e nós vamos conversar”, declarou o presidente americano na terça-feira, 12.
Nos últimos meses, os Estados Unidos mantiveram severas restrições ao fornecimento de petróleo para a ilha, aprofundando a crise econômica e energética enfrentada pela população cubana.
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