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IPO: Bolsa de Hong Kong recupera o posto de maior mercado do mundo
Publicado 05/01/2026 • 08:43 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/01/2026 • 08:43 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Hong Kong reconquistou seu posto de maior mercado mundial para ofertas públicas iniciais (IPOs) após captar mais de US$ 285 bilhões de Hong Kong (R$ 1,5 trilhão) em 2025, o que representa uma alta de 225% em um ano, anunciou na segunda-feira a gigante da auditoria PwC.
O centro financeiro registrou 119 aberturas de capital no ano passado, e as megacotações, como as da gigante chinesa de baterias CATL e da mineradora Zijin Gold, o colocaram à frente da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), da Nasdaq e da Bolsa de Valores Nacional da Índia.
“Apesar das incertezas do cenário geopolítico global, a demanda por financiamento internacional por parte de empresas chinesas e o interesse dos investidores por companhias chinesas de qualidade continuam fortes”, destaca Eddie Wong, responsável por mercados de capitais de Hong Kong na PricewaterhouseCoopers (PwC).
A PwC estima que cerca de 150 empresas devem abrir capital em Hong Kong este ano, podendo captar até US$ 350 bilhões (R$ 1,9 bilhões) de Hong Kong.
Mais de 10 empresas devem captar mais de US$ 5 bilhões (R$ 27,2 bilhões) de Hong Kong, enquanto outras sociedades já listadas na China continental continuarão a privilegiar Hong Kong como local de captação de recursos para suas expansões no exterior, prossegue a PwC.
Hong Kong não ocupava o primeiro lugar desde 2019, segundo o LSEG, outro provedor de dados sobre mercados financeiros.
Hong Kong registrou uma queda constante nos IPOs após 2020, quando Pequim reforçou seu controle sobre a antiga colônia britânica, o que levou algumas megaempresas chinesas a suspenderem seus planos de listagem e aumentou a incerteza para companhias que desejavam entrar na Bolsa.
A Bolsa de Hong Kong processa atualmente mais de 300 pedidos de admissão, de acordo com dados oficiais.
Mas, segundo o banco de dados da PwC, outras 50 empresas — principalmente nos setores de biotecnologia e inteligência artificial — entraram com pedidos confidenciais para listagem em Hong Kong.
Outras duas gigantes da auditoria, KPMG e Deloitte, também apontaram 2025 como um dos anos mais dinâmicos de aberturas de capital para o mercado de capitais de Hong Kong.
Os IPOs do centro financeiro foram beneficiados pelas políticas do governo chinês e por procedimentos de aprovação simplificados para a listagem de grandes empresas já cotadas no mercado chinês, indicou a Deloitte em seu balanço anual.
Se Pequim continuar a subsidiar as empresas chinesas para estimular a demanda interna, isso poderá resultar em mais listagens em Hong Kong, analisa Wong, da PwC.
No entanto, o fato de outros mercados acionários mundiais estarem simplificando suas regras de listagem é uma tendência global, o que corre o risco de colocar Hong Kong em um ambiente mais competitivo, acrescentou ele.
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