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Brasil e Coreia do Sul têm oportunidade estratégica no setor agropecuário
Publicado 25/02/2026 • 23:03 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 25/02/2026 • 23:03 | Atualizado há 2 meses
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O fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Coreia do Sul representa uma oportunidade estratégica para a exportação de produtos de alto valor agregado, especialmente no setor de carnes e frutas, afirmou Leandro Gilio, professor e pesquisador do Insper Agro Global, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que, embora a Coreia do Sul tenha uma população menor que a brasileira, o elevado poder aquisitivo dos sul-coreanos justifica o investimento no tratado. “O país é muito importante porque a Coreia do Sul construiu uma população com alto poder de consumo e renda; eles consomem um padrão de carne com valor muito mais elevado, o que permite diversificar nossas exportações para além de produtos básicos”, explicou.
O pesquisador ressaltou que a competitividade do agronegócio nacional não se baseia apenas em volume, mas em um sólido pacote tecnológico desenvolvido internamente nas últimas décadas. “Conseguimos exportar de maneira competitiva porque desenvolvemos tecnologia em agricultura tropical, aprimoramento de solo e genética, o que garante um padrão de qualidade internacional para os nossos produtos”, pontuou.
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A assinatura de memorandos entre as nações também abre caminho para uma integração produtiva que pode beneficiar o desenvolvimento tecnológico mútuo. “Vindo de um país com grande desenvolvimento tecnológico como a Coreia do Sul, e existindo um entendimento para o compartilhamento dessa inovação, temos a possibilidade de agregar em diversas áreas e impulsionar o crescimento dos dois países”, avaliou.
Sobre as perspectivas práticas do acordo, o professor indicou que o setor de proteína animal é o que possui maior potencial represado devido a barreiras sanitárias históricas. “Há muitos anos o Brasil tenta abrir esse mercado e agora temos o entendimento de que farão inspeções aqui; como obtivemos o status de zona livre de aftosa sem vacinação, o acesso à Coreia do Sul para a carne bovina torna-se finalmente viável”.
Além das carnes, novos nichos de mercado para frutas brasileiras devem ganhar espaço nas gôndolas sul-coreanas nos próximos meses. “O mercado deles depende mais de 60% de importações e já observamos um aumento no interesse por mangas e uvas brasileiras, o que beneficia mercados menores que ainda tendem a ser desenvolvidos e agregam valor à nossa pauta exportadora”.
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