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Irã diz ter atacado seis embarcações em Ormuz após EUA destruírem petroleiros iranianos
Publicado 05/09/2026 • 16:55 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 05/09/2026 • 16:55 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
AFP
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste sábado (5) que atacou seis embarcações no Estreito de Ormuz, incluindo navios que, segundo a organização militar iraniana, teriam ligação com os Estados Unidos.
O anúncio representa mais um capítulo da escalada entre Teerã e Washington em uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Em publicação no Telegram, a Guarda Revolucionária disse ter atingido “três petroleiros na rota não autorizada do Estreito de Ormuz e três navios ligados” aos Estados Unidos.
A organização não detalhou, nas informações divulgadas, quais seriam as embarcações atingidas nem a extensão de eventuais danos.
A Guarda Revolucionária também voltou a advertir outras embarcações para não utilizarem o que Teerã classifica como rotas não autorizadas na região.
Segundo a Guarda Revolucionária, a ofensiva ocorreu em resposta aos ataques realizados pelos Estados Unidos contra três petroleiros iranianos neste sábado.
Mais cedo, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), responsável pelas operações militares americanas na região, informou que suas forças destruíram três petroleiros ligados à Guarda Revolucionária.
A ação americana, por sua vez, ocorreu depois que forças iranianas dispararam mísseis balísticos contra dois navios de guerra dos Estados Unidos em águas do Golfo.
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Siga o Times | CNBCSegundo o CENTCOM, nenhum militar americano ficou ferido nesses ataques.
As forças dos EUA afirmaram ter “desativado permanentemente” os petroleiros M/T Downy, próximo à Ilha de Kharg, e M/T Stark 1, perto de Jask. Um terceiro navio, o M/T Kylo, que estava sem carga, foi destruído no Golfo de Omã.
De acordo com o comando americano, as embarcações faziam parte de uma rede bilionária utilizada para financiar a Guarda Revolucionária e grupos ligados ao Irã na região.
A nova troca de ataques aumenta a pressão sobre o Estreito de Ormuz, passagem marítima estratégica que conecta o Golfo ao Golfo de Omã e concentra parte relevante do transporte mundial de petróleo.
O Irã vem restringindo o tráfego comercial na região e ameaçando embarcações que, segundo Teerã, circulam sem autorização iraniana.
Os Estados Unidos, por outro lado, vêm aumentando a pressão econômica e militar sobre o país. Washington afirma que suas ações buscam reduzir a capacidade da Guarda Revolucionária de atacar embarcações comerciais.
A sequência de episódios mostra uma escalada rápida: ataques iranianos contra navios americanos foram seguidos pela destruição de três petroleiros ligados à Guarda Revolucionária e, agora, pelo anúncio de novos ataques iranianos contra embarcações no Estreito de Ormuz.
A tensão na região mantém o mercado de energia em alerta porque qualquer interrupção relevante da navegação pelo estreito pode afetar o fluxo internacional de petróleo.
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