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Desemprego entre jovens aumenta no mundo, aponta ONU
Publicado 14/08/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/08/2026 • 22:00 | Atualizado há 2 meses
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Foto: unsplash
Desemprego entre jovens aumenta no mundo, aponta ONU
O desemprego entre jovens aumentou no mundo em 2025, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU). A taxa global passou de 12,3% em 2024 para 12,4% no ano passado, o equivalente a 67 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos sem emprego.
A alta interrompe uma recuperação que começou após a pandemia de Covid-19. Além disso, o mercado de trabalho enfrenta menor crescimento econômico, redução na criação de vagas, tensões geopolíticas e mudanças tecnológicas aceleradas. Os dados fazem parte do relatório “Global Employment Trends for Youth 2026”, publicado pela OIT, de acordo com o Hindustan Times.
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Embora o desemprego entre jovens permaneça elevado em diversas economias, alguns dos maiores aumentos ocorreram em países de renda mais alta. Para a OIT, o resultado dificulta a entrada de milhões de jovens na vida profissional.
A organização destaca que a combinação entre crescimento econômico mais lento e menor geração de empregos tornou mais difícil a transição da escola para um trabalho considerado decente.
Além disso, a parcela de jovens que não trabalham, não estudam nem participam de programas de formação, conhecidos como NEET, também cresceu. O índice chegou a 20%, atingindo mais de 257 milhões de pessoas no mundo.
A OIT projeta, por outro lado, uma estabilização da taxa de desemprego juvenil em 12,3% em 2026 e 2027. Ainda assim, a entidade considera preocupante quando o desemprego e o número de jovens fora do mercado de trabalho e da educação avançam simultaneamente.
A inteligência artificial aparece entre os fatores que ampliam a preocupação dos jovens com o futuro profissional. O relatório mostra que muitos temem que a tecnologia substitua determinadas funções e prejudique a estabilidade no emprego e na renda.
A OIT, entretanto, não afirma que a I.A tenha provocado diretamente o aumento do desemprego juvenil. Sukti Dasgupta, diretora do departamento de emprego, competências e empresas sustentáveis da organização, afirmou que ainda é cedo para estabelecer uma relação de causa e efeito.
Mesmo assim, ela considera relevante a coincidência entre o avanço da inteligência artificial e as mudanças no mercado de trabalho. Por isso, a entidade defende mais pesquisas sobre os efeitos da tecnologia.
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Siga o Times | CNBCOutro ponto de atenção está nos empregos que tradicionalmente funcionavam como porta de entrada para os jovens. Segundo o relatório, vagas administrativas e de escritório, funções de vendas e postos na indústria estão diminuindo.
Os resultados variam de acordo com a região. Os maiores aumentos no desemprego juvenil ocorreram no norte da África, na América do Norte e em partes do norte, sul e oeste da Europa.
Na Ásia Central e Ocidental e na Europa Oriental, a taxa de desemprego juvenil caiu. No entanto, o número de jovens que não trabalham, estudam ou participam de formação profissional aumentou.
Na América Latina e no Caribe, tanto o desemprego juvenil quanto a taxa de jovens na condição NEET diminuíram. A OIT ressalta, porém, que parte dessa queda está relacionada à redução do tamanho da população jovem.
Os Estados Árabes e o norte da África continuam entre as sub-regiões com as maiores taxas de desemprego juvenil do mundo, com índices de 26,2% e 22,6%, respectivamente.
Os dados mostram que a recuperação do mercado de trabalho após a pandemia perdeu força. Ao mesmo tempo, as transformações tecnológicas criam novas dúvidas para quem tenta conquistar o primeiro emprego ou iniciar uma carreira.
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Para a OIT, garantir empregos de qualidade para os jovens também representa uma questão econômica. Quando essa população fica afastada do mercado de trabalho, os países perdem talentos, produtividade e coesão social.
Por isso, o desafio vai além de reduzir a taxa de desemprego. Também envolve ampliar as oportunidades de trabalho e preparar os jovens para as mudanças que já estão transformando o mercado profissional.
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