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Japão acende alerta cambial após nova desvalorização do iene
Publicado 23/12/2025 • 08:39 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 23/12/2025 • 08:39 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O governo do Japão afirmou que tem “as mãos livres” para agir contra movimentos excessivos no iene, no sinal mais duro até agora sobre a disposição de Tóquio intervir no mercado de câmbio para conter a desvalorização da moeda.
A declaração foi feita nesta terça-feira (23) pela Satsuki Katayama, ministra das Finanças, após a recente queda do iene registrada depois da coletiva do presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda, na semana passada.
“Esses movimentos absolutamente não refletem os fundamentos”, disse Katayama em entrevista coletiva. “Não acredito que a moeda teria se desvalorizado tanto sem ação especulativa. O governo tomará medidas apropriadas contra oscilações excessivas”, afirmou, citando o acordo cambial firmado entre Japão e Estados Unidos em setembro.
As falas reforçam comentários feitos por Katayama em entrevista à Bloomberg na segunda-feira.
Após as declarações desta terça, o iene se fortaleceu para cerca de 156 por dólar, embora ainda próximo da mínima de 11 meses, de 157,78 por dólar, registrada na sexta-feira.
Em declaração conjunta divulgada em setembro, Japão e EUA reafirmaram o compromisso com taxas de câmbio determinadas pelo mercado, concordando que intervenções cambiais devem ocorrer apenas em casos de volatilidade excessiva. Autoridades japonesas têm usado esse entendimento como base legal para intervir quando os movimentos da moeda se afastam dos fundamentos econômicos.
Tóquio interveio pela última vez em julho de 2024, quando comprou iene após a moeda atingir a mínima de 38 anos, a 161,96 por dólar.
“Se o dólar voltar a subir acima de 158 ienes, o governo certamente realizará uma intervenção em algum momento”, avaliou Hiroyuki Machida, diretor do ANZ.
Um iene persistentemente fraco tornou-se um desafio para os formuladores de política econômica, ao encarecer importações, pressionar a inflação e elevar o custo de vida das famílias japonesas.
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As declarações desta terça contrastam com as de segunda-feira, quando Katayama disse que o Japão tomaria medidas apropriadas, mas evitou classificar os movimentos recentes da moeda como desconectados dos fundamentos.
Na sexta-feira, o BOJ elevou a taxa básica de juros para 0,75%, o maior nível em 30 anos, em mais um passo histórico para encerrar décadas de política monetária ultraexpansionista.
Apesar de a decisão ter ajudado a reduzir o diferencial de juros em relação aos Estados Unidos, o iene continuou pressionado, já que o mercado interpretou os comentários de Ueda como um sinal de que o banco central não tem pressa em promover novos aumentos.
Segundo Machida, a fraqueza recente da moeda reflete tanto as políticas fiscais expansionistas do governo quanto a postura monetária ainda acomodatícia do BOJ.
Com a administração da primeira-ministra Sanae Takaichi preparando um orçamento expansionista para o próximo ano fiscal, o mercado deve exigir um aperto monetário adicional para que haja uma correção mais consistente na desvalorização do iene.
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