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CEO de gigante portuária de Dubai é substituído após ligação com Epstein vir à tona
Publicado 13/02/2026 • 09:35 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 13/02/2026 • 09:35 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Mario Tama/Getty Images
Sultão Ahmed Bin Sulayem de Dubai
A DP World, uma das maiores operadoras portuárias do mundo, anunciou a substituição de seu CEO após a divulgação de documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos que revelam o relacionamento passado do executivo com o financista Jeffrey Epstein.
A empresa confirmou, em comunicado, a nomeação de Essa Kazim como presidente do conselho de administração e de Yuvraj Narayan como novo diretor executivo do grupo, em substituição a Sultan Ahmed bin Sulayem, que liderava a companhia há anos.
A decisão ocorre após a divulgação de arquivos ligados a Epstein que citam Sulayem como um “amigo pessoal próximo” e um dos contatos considerados mais confiáveis pelo financista.
Os documentos indicam que o empresário manteve contato com Epstein mesmo após a condenação do norte-americano em 2008 por crimes sexuais. As trocas de mensagens incluiriam discussões sobre negócios, investimentos e contatos profissionais.
As autoridades ressaltam que a presença do nome de Sulayem nos arquivos não configura prova de envolvimento em crimes nem participação em qualquer esquema ilegal.
Leia também: Arquivos Epstein: a manobra de Trump para soterrar escândalos sob uma montanha de dados e caos político
A mudança na liderança da DP World ocorre em meio à crescente pressão de investidores institucionais globais, que passaram a exigir respostas da empresa diante das revelações.
O fundo canadense La Caisse, um dos principais parceiros da companhia, anunciou a suspensão de novos aportes conjuntos até que a situação seja esclarecida. Nos últimos anos, o fundo investiu mais de US$ 5 bilhões ao lado da DP World.
Outro investidor relevante, a British International Investment, também informou que não fará novos investimentos com a empresa até que medidas sejam adotadas.
As instituições destacaram a necessidade de separar a companhia do executivo envolvido, mas reforçaram a importância de uma resposta corporativa clara.
Leia também: Deutsche Bank manteve serviços a Jeffrey Epstein após anunciar rompimento
Essa Kazim, que passa a presidir o conselho, ocupava até recentemente o cargo de governador do DIFC, o centro financeiro de Dubai. Já Yuvraj Narayan, novo CEO, atuava como vice-presidente e diretor financeiro da DP World desde 2005.
No comunicado, a empresa afirmou que as nomeações fazem parte de sua estratégia de crescimento sustentável e reforçam seu papel nas cadeias globais de suprimentos.
Sultan Ahmed bin Sulayem é uma das figuras empresariais mais influentes de Dubai e teve papel central na transformação do emirado em um hub logístico global.
Ele esteve à frente da expansão do porto de Jebel Ali e liderou a internacionalização da DP World, que hoje opera portos responsáveis por cerca de um décimo do comércio global de contêineres.
Também presidiu a Nakheel Properties, incorporadora estatal, até ser substituído durante a reestruturação após a crise financeira de 2008.
Leia também: André Esteves, do BTG Pactual, é citado em arquivos do caso Epstein
A saída do executivo reflete o peso crescente de questões de governança e reputação no ambiente de negócios global.
Para investidores, especialmente em setores estratégicos como logística e infraestrutura, o risco reputacional pode ser tão relevante quanto o financeiro.
O episódio reforça uma tendência cada vez mais clara: em um mercado conectado e sensível a crises de imagem, relações passadas podem gerar impactos concretos sobre decisões de investimento e valor de empresas.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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