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Justiça dos EUA tenta barrar supervisão judicial na divulgação dos arquivos de Epstein

Publicado 17/01/2026 • 21:25 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Departamento de Justiça pediu à Justiça de Nova York que negue a nomeação de um perito especial para supervisionar a divulgação dos arquivos ligados a Jeffrey Epstein.
  • Parlamentares afirmam que o governo não cumpriu o prazo legal para tornar públicos todos os documentos e criticam a lentidão do processo.
  • Órgão argumenta que os deputados não têm legitimidade para intervir no processo judicial envolvendo o caso.

Divulgação/Netflix

Jeffrey Epstein

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos solicitou a uma juíza federal de Nova York que rejeite o pedido de dois parlamentares para a nomeação de um monitor independente que acompanhe a divulgação pública de documentos ligados ao financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e morto em 2019.

Desde dezembro, o Departamento de Justiça vem liberando lotes de arquivos relacionados às investigações sobre Epstein. No entanto, os deputados Ro Khanna, democrata da Califórnia, e Thomas Massie, republicano do Kentucky, criticam o ritmo da divulgação e alegam descumprimento de uma lei que determinava a publicação integral dos registros até 19 de dezembro.

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Na semana passada, os parlamentares pediram autorização ao juiz federal Paul Engelmayer para apresentar um pedido como amicus curiae, defendendo a nomeação de um perito especial e de um monitor independente para supervisionar o processo.

Em carta de seis páginas protocolada na sexta-feira (16), a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, e o vice-procurador-geral, Todd Blanche, argumentaram que Khanna e Massie não fazem parte do processo criminal envolvendo Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Epstein, e, portanto, não possuem legitimidade para intervir no caso.

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“Os deputados Khanna e Massie não têm legitimidade para agir, os objetivos que eles alegam não condizem com o papel de um amicus nem com a função do tribunal e, de qualquer forma, não existe base legal que permita ao tribunal conceder o que eles estão pedindo de forma indevida”, afirmou o Departamento de Justiça na carta assinada por Jay Clayton, promotor federal do Distrito Sul de Nova York.

Ghislaine Maxwell cumpre pena de 20 anos de prisão por ter auxiliado Epstein no abuso sexual de menores de idade.

Leia também: Departamento de Justiça dos EUA ainda tem 5,2 milhões de páginas de arquivos de Epstein para revisar

O Departamento de Justiça informou no fim de 2025 que ainda restavam cerca de 5,2 milhões de páginas de documentos para serem analisadas. Para concluir o trabalho, o órgão afirmou precisar mobilizar aproximadamente 400 advogados, distribuídos em quatro áreas diferentes do departamento, com previsão de finalização até o fim de janeiro.

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