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Bill Clinton falta a audiência sobre caso Epstein e pode enfrentar acusação de desacato
Publicado 13/01/2026 • 14:05 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 13/01/2026 • 14:05 | Atualizado há 5 meses
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Gage Skidmore
Bill Clinton não compareceu nesta terça-feira a uma audiência a portas fechadas no Capitólio, em Washington, que apura o caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein, o que pode resultar em uma acusação por desacato ao Congresso.
O ex-presidente democrata (1993–2001) e sua esposa, Hillary Clinton, foram convocados pelo Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, responsável por investigar as conexões de Epstein com figuras influentes dos Estados Unidos e o tratamento dado pelas autoridades às informações sobre seus crimes.
“Ele não compareceu hoje”, afirmou o republicano James Comer, presidente do comitê. “Ninguém está acusando Bill Clinton de nada reprovável; apenas temos perguntas”, acrescentou.
Leia também: Deputados pressionam Justiça por arquivos do caso Epstein e pedem interventor independente
O depoimento de Hillary Clinton, ex-secretária de Estado e candidata derrotada por Donald Trump nas eleições presidenciais de 2016, estava previsto para quarta-feira, mas sua presença é considerada improvável.
A ausência ocorre em meio a crescentes pressões sobre o governo Trump, após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos ter divulgado, em dezembro, apenas uma parcela limitada dos arquivos do caso Epstein, mesmo após o vencimento do prazo legal.
Leia também: Caso Epstein: milhões de arquivos ainda não foram divulgados
Epstein foi encontrado morto em sua cela, em Nova York, em 2019, antes de ser julgado por crimes sexuais. Sua morte alimentou teorias da conspiração, especialmente entre apoiadores de Trump, que alegam que ele teria sido assassinado para proteger figuras de alto escalão.
Figura conhecida da elite nova-iorquina, Epstein é acusado de ter explorado sexualmente mais de mil jovens, incluindo menores de idade.
Durante a campanha de 2024, Trump prometeu revelar integralmente os documentos do caso. No entanto, desde que voltou ao poder, o presidente tem demonstrado resistência em torná-los públicos, o que gerou desgaste inclusive dentro de sua própria base política.
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