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Lagarde, do BCE, diz que vai permanecer no cargo para garantir estabilidade dos preços

Publicado 15/06/2026 • 08:20 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • A presidente do Banco Central Europeu (BCE) afirmou que vai permanecer no cargo para garantir que a inflação continue sob controle.
  • A declaração ocorre meses após uma reportagem indicar que ela deixaria a presidência da instituição antes do fim do mandato.
  • "Tenho um senso de dever e acredito que, quando há uma tempestade, o capitão permanece no convés", disse Lagarde.
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde

Kirill Kudryavtsev/AFP

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, em uma coletiva de imprensa sobre a política monetária da zona do euro, na sede do banco central em Frankfurt am Main, oeste da Alemanha, em 18 de dezembro de 2025.

A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou nesta segunda-feira (15) que vai permanecer no cargo para garantir que a inflação continue sob controle, apesar da guerra no Oriente Médio. A declaração ocorre meses após uma reportagem indicar que ela deixaria a presidência da instituição antes do fim do mandato.

“Tenho um senso de dever e acredito que, quando há uma tempestade, o capitão permanece no convés. Portanto, a capitã do Banco Central Europeu permanece no convés”, disse Lagarde à rádio France Culture.

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Em fevereiro, o Financial Times, citando uma fonte anônima, informou que Lagarde deixaria o cargo antes de outubro de 2027.

Segundo o jornal, isso daria tempo para o presidente da França, Emmanuel Macron, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, articularem um sucessor antes da eleição presidencial francesa, prevista para abril de 2027, em caso de vitória do partido de extrema direita eurocético Reagrupamento Nacional.

Na época, Lagarde evitou comentar diretamente a reportagem.

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“O que eu poderia ter considerado em fevereiro passado era uma situação específica”, afirmou nesta segunda-feira. Naquele momento, segundo ela, a inflação estava próxima da meta de 2% do banco e “o euro digital estava no caminho para obter aprovação legislativa”.

“Então eu poderia dizer a mim mesma, com certo grau de confiança, que a missão estava cumprida, que eu tinha 70 anos e que, no fim das contas, talvez pudesse me aposentar um pouco antes do planejado”, disse.

Leia também: Lagarde deve deixar o BCE antes de 2027 e abre disputa pelo comando da Europa

No entanto, na semana passada, o BCE elevou sua taxa de depósitos para 2,25% para conter a alta da inflação, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que fez os preços do petróleo e do gás dispararem.

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“Meu dever é cumprir a missão, que é a estabilidade dos preços, e, neste momento, é isso que orienta minhas ações”, afirmou. Ela acrescentou que deseja “entregar as chaves de um BCE que tenha garantido” essa estabilidade.

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