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Lagarde deve deixar o BCE antes de 2027 e abre disputa pelo comando da Europa
Publicado 18/02/2026 • 08:10 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 18/02/2026 • 08:10 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Kirill Kudryavtsev/AFP
A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, avalia a possibilidade de deixar o cargo antes do fim de seu mandato, previsto para outubro de 2027, segundo reportagem do Financial Times. A antecipação da saída estaria relacionada ao cenário político na França, que terá eleições presidenciais na primavera de 2027.
A movimentação permitiria ao atual presidente francês, Emmanuel Macron, ainda no cargo, participar da definição do sucessor de Lagarde. A preocupação, segundo a reportagem, é que uma eventual vitória da extrema-direita possa alterar o equilíbrio político na escolha do comando da principal autoridade monetária da zona do euro.
Procurado, o BCE afirmou que nenhuma decisão foi tomada e que Lagarde segue focada em seu mandato.
Leia também: BCE amplia acesso global à liquidez em euros e tenta fortalecer moeda
Apesar da relevância institucional do BCE, a reação do mercado foi limitada. O euro e os rendimentos dos títulos públicos praticamente não oscilaram, indicando que investidores não esperam mudanças significativas na política monetária com uma eventual troca de comando.
Atualmente, o cenário econômico da zona do euro é considerado relativamente estável. A inflação está próxima da meta, os juros em patamar neutro e o crescimento econômico alinhado ao potencial. Esse contexto reduz o risco de rupturas na condução da política monetária no curto prazo.
Além disso, decisões no BCE são, em geral, tomadas por consenso entre os membros, o que tende a diluir o impacto de mudanças individuais na liderança.
Leia também: Conta de luz cara trava transição energética na Europa e preocupa BCE
A escolha do próximo presidente do BCE depende formalmente dos líderes dos países da zona do euro, mas, na prática, exige alinhamento entre França e Alemanha, as duas maiores economias do bloco.
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Siga o Times | CNBCEntre os nomes mais citados nos bastidores estão:
A atual diretora do BCE, Isabel Schnabel, também demonstrou interesse, mas regras da União Europeia podem limitar sua candidatura.
Historicamente, o processo é imprevisível. O próprio nome de Lagarde surgiu pouco antes de sua indicação, em 2019.
O debate sobre a sucessão no BCE acontece em paralelo a outras mudanças no sistema financeiro europeu. Recentemente, o presidente do Banco da França, François Villeroy de Galhau, também anunciou que deixará o cargo antes do término do mandato, o que abre espaço para Macron influenciar outra nomeação estratégica antes das eleições.
Esse movimento reforça a leitura de que a governança das instituições financeiras europeias está cada vez mais conectada ao ciclo político, especialmente em um cenário de avanço de forças populistas no continente.
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