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Líderes mundiais seguem para a Cúpula do G7; mundo aguarda confirmação de acordo entre EUA e Irã
Publicado 14/06/2026 • 13:36 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 14/06/2026 • 13:36 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Líderes mundiais estão chegando a Évian-les-Bains, nos Alpes franceses, para mais uma cúpula do G7, grupo que reúne os chefes de Estado e de governo das sete maiores economias do mundo. Entre as principais pautas o encontro estão conflitos geopolíticos, como a guerra entre Estados Unidos e Irã, cujas negociações avançaram nos últimos dias, e o novo tarifaço sugerido pelos Estados Unidos.
O presidente americano, Donald Trump, segue confiante de que um acordo será assinado ainda neste domingo (14) e de que o pacto liberará imediatamente o Estreito de Ormuz. O Irã, por outro lado, mantém-se cético quanto à assinatura do documento antes do início da reunião do G7.
Leia também: Acordo entre EUA e Irã deve liberar Ormuz e deixar questão nuclear para depois
Embora o acordo para encerrar a guerra com o Irã esteja atraindo a maior parte das atenções mundiais, os líderes do G7 também devem dedicar tempo para discutir a guerra da Rússia contra a Ucrânia, que continua a assolar o leste europeu.
As sete nações — Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e EUA — e a União Europeia também devem debater questões relacionadas à inteligência artificial, proteções online e o combate ao crime organizado.
As principais nações europeias e seus aliados do G7 usarão a cúpula como uma oportunidade para reduzir as divergências com Donald Trump. Apesar de o encontro ser presidido pelo mandatário francês, Emmanuel Macron, a tendência é que a agenda seja dominada pela presença do líder americano.
Em seu segundo mandato na Casa Branca, Trump tem se distanciado dos aliados tradicionais dos EUA e flertado repetidamente com a possibilidade de retirar o país da OTAN, a principal aliança de defesa entre os EUA e a Europa.
Esta cúpula será um dos primeiros grandes encontros internacionais desde que os Estados Unidos e seu aliado Israel iniciaram um conflito armado contra o Irã, no final de fevereiro, desestabilizando o Oriente Médio e ampliando as tensões transatlânticas.
Leia também: Irã resiste à pressão por data e mantém cautela sobre desfecho de acordo com os EUA
Além de promover esforços para pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz — um gargalo crucial para a navegação global —, os líderes enfrentarão uma agenda repleta de questões potencialmente explosivas ao longo dos três dias de negociações.
Outro tema central da reunião será o debate contra as políticas tarifárias promovidas por Donald Trump. Recentemente, os Estados Unidos anunciaram uma nova rodada de tarifas que podem chegar a 37,5%.
O intuito dos líderes é pressionar Trump a fazer concessões sobre os desequilíbrios comerciais globais, em resposta às políticas protecionistas de Washington. Há também uma forte pressão por maior regulamentação das grandes empresas de tecnologia para proteger os direitos das crianças, medida que enfrenta relutância por parte dos EUA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue para a França neste domingo, com agendas previstas para os dias 16 e 17. O Brasil participa como país convidado, uma vez que não faz parte do grupo. No entanto, integrantes do governo brasileiro informaram que há expectativa de conversas informais entre Lula e Donald Trump.
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Entre os temas mais sensíveis ao Brasil estão o novo “tarifaço” sobre as exportações brasileiras com base na Seção 301 — que prevê uma taxa de 25% por supostas práticas desleais e outra de 12,5% relacionada ao trabalho forçado. Além da soberania sobre as terras raras e o veto da UE à carne brasileira.
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