Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Acordo entre EUA e Irã deve liberar Ormuz e deixar questão nuclear para depois
Publicado 14/06/2026 • 09:10 | Atualizado há 2 horas
Forças do Reino Unido abordam petroleiro da ‘frota fantasma’ russa sob sanções
O IPO da SpaceX foi um sucesso estrondoso; veja o que os investidores estão dizendo sobre o primeiro dia de negociação épico
Emirados Árabes Unidos negam relatos de transferência de fundos para o Irã
Família de deputada americana deve lucrar milhares de dólares com estreia histórica da SpaceX na bolsa
Queda do bitcoin reacende debate sobre investimento e reforça cautela de especialistas
Publicado 14/06/2026 • 09:10 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Petroleiros retratados no Estreito de Ormuz — uma hidrovia estrategicamente importante que separa o Irã, Omã e os Emirados Árabes Unidos.
As negociações para encerrar a guerra entre Estados Unidos e Irã voltaram a animar os mercados já na sexta-feira, (12), quando o presidente Donald Trump afirmou que o acordo poderia ser selado no fim de semana. O anúncio amenizou os temores inflacionários devido ao choque do petróleo, ao passo que a cotação do barril da commodity despencou por sessões sequenciais conforme os sinais de pacificação ficaram mais claros. O sentimento de apetite por risco favoreceu os mercados emergentes, o que levou à queda do dólar e a uma alta moderada da bolsa de valores.
No sábado (13), o republicano publicou em suas redes sociais que um acordo para encerrar a guerra será assinado no domingo, com a abertura imediata do Estreito de Ormuz em seguida. “O acordo deverá ser assinado amanhã e, imediatamente após a assinatura, o Estreito de Ormuz estará ABERTO A TODOS”, escreveu o presidente. Horas depois, ele republicou uma mensagem do primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que atua como mediador entre os dois países, afirmando que a assinatura do pacto poderia ocorrer dentro de 24 horas.
O cenário permanece cercado de incertezas. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o conflito provocou impactos econômicos globais, elevou as tensões no Oriente Médio e reacendeu debates sobre o programa nuclear iraniano e a influência regional de Teerã.
As tratativas para interromper os combates se arrastam há meses. Prevista para durar algumas semanas, a guerra dos americanos contra o regime dos aiatolás sofreu vários reveses, com ambas as partes recusando-se a aceitar as exigências impostas pelo outro lado.
Em 20 de abril, Trump declarou que um acordo seria alcançado “relativamente rapidamente”. Nas semanas seguintes, integrantes da administração americana reforçaram a avaliação de que as negociações caminhavam para um desfecho positivo.
O otimismo, porém, foi seguido por novos impasses. Em 27 de maio, após relatos de que as partes estavam próximas de um entendimento, o próprio presidente americano afirmou não estar “satisfeito” com os termos discutidos.
Nos bastidores, mediadores do Catar e do Paquistão passaram a atuar para aproximar Washington e Teerã. Uma delegação catariana esteve na capital iraniana nesta semana. Segundo fontes envolvidas nas conversas, algumas das divergências restantes teriam sido reduzidas durante essas reuniões.
Na última quinta-feira (11) Trump voltou a afirmar que um “grande acordo” estava próximo e anunciou o cancelamento de ataques planejados contra o Irã. Mesmo assim, o governo iraniano respondeu dizendo que as informações sobre um pacto concluído eram “apenas especulação”.
A aproximação diplomática tem sido marcada por mensagens contraditórias.
Na sexta-feira (12), o chanceler iraniano Seyed Abbas Araghchi afirmou que um acordo com os Estados Unidos “nunca esteve tão próximo”. A declaração foi republicada por Trump nas redes sociais.
Pouco depois, surgiram relatos na imprensa iraniana sobre os supostos termos da negociação. A reação da Casa Branca foi imediata. Trump afirmou que as informações divulgadas “não têm nada a ver com os termos que foram acordados” e que “não guardam qualquer relação com a verdade”.
O presidente americano também acusou Teerã de vazar informações das conversas e declarou que “não existe negociação de boa-fé” quando se trata de negociar com os iranianos, classificando os representantes do país como “pessoas muito desonrosas para se negociar”.
Do lado iraniano, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baghaei, reconheceu avanços, mas reiterou que ainda não há uma decisão definitiva sobre a assinatura.
Entre os temas centrais da negociação está a reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem marítima é considerada uma das mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo e gás natural. Desde o início da guerra, o Irã restringiu a circulação de embarcações na região e implantou um sistema de cobrança de taxas para navios que utilizassem a rota.
Os Estados Unidos defendem o restabelecimento integral do tráfego marítimo. Trump afirmou que o Estreito de Ormuz será reaberto “assim que tivermos isso assinado”.
A interrupção da navegação provocou impactos em cadeias globais de abastecimento e pressionou preços de combustíveis, alimentos, fertilizantes e outras commodities.
Mesmo durante as negociações, os confrontos continuaram. Na sexta, o Comando Central dos Estados Unidos informou ter interceptado drones iranianos que supostamente tinham como alvo embarcações comerciais na região.
A questão nuclear permanece como o principal foco das divergências. Trump afirmou que os dois países chegaram a um entendimento segundo o qual “o Irã nunca terá uma arma nuclear”. Segundo ele, esse sempre foi o objetivo central das negociações.
Siga o Times Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Seguir no GoogleAutoridades americanas afirmam que o acordo prevê a destruição ou remoção do urânio altamente enriquecido atualmente armazenado pelo Irã. O plano incluiria ainda o desmantelamento do programa nuclear iraniano.
Teerã rejeita as acusações de que busca desenvolver armamentos atômicos e insiste que suas atividades têm finalidade exclusivamente civil, voltadas para geração de energia e pesquisa científica.
Segundo Araghchi, os detalhes técnicos relacionados ao programa nuclear deverão ser discutidos nos 60 dias posteriores à assinatura de um acordo inicial. O prazo ainda poderá ser prorrogado pelas partes.
Nos últimos dias, propostas divergentes sobre o tema vieram a público. Enquanto veículos iranianos divulgaram exigências apresentadas por Teerã, autoridades americanas reforçaram que qualquer benefício econômico dependerá do cumprimento integral dos compromissos assumidos pelo governo iraniano.
Outro ponto sensível envolve a atuação de grupos aliados do Irã no Oriente Médio. Segundo autoridades americanas, Washington exige que Teerã interrompa o financiamento de organizações classificadas pelos EUA como grupos terroristas. A ordem faz referência direta ao Hezbollah, instalado no Líbano, e a outras forças alinhadas ao governo iraniano na região – como o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, os Houthis no Iêmen e as milícias jihadistas do Iraque.
O Irã, por sua vez, defende que qualquer acordo mais amplo inclua também um cessar-fogo no Líbano, onde continuam os confrontos com Israel.
As divergências permanecem abertas. Na sexta-feira, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o país poderá continuar agindo de forma independente contra ameaças ligadas ao Irã e que não pretende retirar tropas de áreas ocupadas no Líbano, na Síria, em Gaza e no norte da Cisjordânia.
Enquanto diplomatas tentam concluir o acordo, os combates continuam em diferentes frentes da região. Os episódios mais recentes levaram a ONU, além de países como Paquistão, Rússia, China, Turquia, Índia e Arábia Saudita, a defender uma redução imediata da escalada militar
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Mais lidas
1
EUA bloqueiam acesso de estrangeiros ao Claude Fable 5, da Anthropic, por razões de “segurança nacional”
2
Os fiascos que o Claude Fable acumulou em 96 horas expõem a Anthropic e Dario Amodei a um vexame sem precedentes
3
Quina de São João 2026: até quando é possível fazer apostas?
4
Quando será o sorteio da Quina de São João? Veja data e prêmio
5
Como funciona a Copa do Mundo 2026 e quanto dinheiro está em jogo? Veja o guia completo