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Maduro diz ter sido sequestrado e se declara “prisioneiro de guerra” em tribunal nos EUA

Publicado 05/01/2026 • 17:41 | Atualizado há 2 dias

KEY POINTS

  • Nicolás Maduro compareceu a um tribunal federal em Nova York após ser levado aos Estados Unidos no fim de semana, em meio à ofensiva americana contra a Venezuela
  • O ex-líder venezuelano e sua esposa, Cilia Flores, permanecem presos sem fiança, enquanto a Justiça dos EUA dá andamento ao processo
  • O caso levanta questionamentos jurídicos e diplomáticos sobre a captura de Maduro em território venezuelano e seus desdobramentos internacionais
Maduro sendo conduzido por militares americanos

Reuters/Eduardo Munoz

Maduro sendo conduzido por militares americanos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta segunda-feira (5), durante audiência em Nova York, que foi “sequestrado” por forças dos Estados Unidos e declarou ser um “prisioneiro de guerra”. Ele se disse inocente das acusações de tráfico de drogas apresentadas pela Justiça americana.

Maduro compareceu à Corte Federal do Distrito Sul de Nova York, em Manhattan, ao lado da esposa, Cilia Flores, que também é ré no processo e também afirmou ser inocente. Os dois foram levados aos Estados Unidos no sábado (3), após uma operação militar americana na Venezuela ordenada pelo presidente Donald Trump.

“Sou inocente. Não sou culpado de nada”, afirmou Maduro repetidamente, por meio de um intérprete, ao juiz Alvin Hellerstein.

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Durante a audiência, Flores declarou: “Sou a primeira-dama da República da Venezuela”. Questionada sobre sua posição no processo, respondeu: “Inocente. Completamente inocente”.

Flores apresentava um hematoma visível na testa. O advogado da primeira-dama solicitou que ela receba atendimento médico na prisão, incluindo exames de imagem nas costelas, que estariam fraturadas depois da captura.

O casal concordou em permanecer preso sem fiança neste momento, mas poderá apresentar um pedido de liberdade provisória. O juiz marcou a próxima audiência para 17 de março.

O procurador federal de Manhattan, Jay Clayton, responsável pela acusação, afirmou mais cedo, em entrevista à CNBC, que sua equipe está “completamente confortável” com o processo.

A defesa de Maduro está a cargo do advogado Barry Pollack, que já representou o fundador do WikiLeaks, Julian Assange. Durante a audiência, Pollack argumentou que Maduro é chefe de um Estado soberano e, portanto, teria direito a imunidade. Ele também levantou questionamentos sobre a legalidade da captura do ex-presidente em território venezuelano, afirmando que o tema será objeto de uma série de petições judiciais.

Flores é representada por Mark Donnelly, ex-promotor federal no Texas.

Maduro, 63, é acusado em uma denúncia federal de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de conspiração para posse dessas armas. Ele nega todas as acusações.

Flores, 69, responde por acusações relacionadas à conspiração para tráfico de cocaína e crimes envolvendo armamento.

Segundo a acusação, Maduro, descrito no processo como “governante ilegítimo” da Venezuela em razão de eleições fraudulentas, teria atuado em parceria com traficantes de drogas e grupos narcoterroristas para enviar toneladas de cocaína aos Estados Unidos.

A denúncia de 25 páginas afirma que autoridades venezuelanas teriam usado o poder do Estado para proteger e promover atividades ilegais, beneficiando redes de tráfico e grupos armados que operam no país.

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Entre os atos citados, a acusação menciona uma reunião ocorrida em 2007, na qual Flores supostamente aceitou milhares de dólares em propina para intermediar um encontro entre um grande traficante e o então diretor do Escritório Nacional Antidrogas da Venezuela, Néstor Reverol Torres.

De acordo com o documento, o traficante teria passado a pagar propinas mensais a Reverol Torres, além de cerca de US$ 100 mil por voo que transportasse cocaína, parte do valor que teria sido repassada a Flores. Reverol Torres também é acusado nos Estados Unidos e está foragido.

Outros réus citados no mesmo processo, que não estão sob custódia americana, incluem o filho de Maduro, Nicolás Ernesto Maduro Guerra; Diosdado Cabello; Ramón Rodríguez Chacín; e Héctor Rusthenford Guerrero Flores, apontado como líder da facção criminosa Tren de Aragua.

A prisão de Maduro em território venezuelano também gerou questionamentos sobre coerência da política externa dos Estados Unidos, após o recente perdão concedido por Trump ao ex-presidente de Honduras Juan Orlando Hernández, condenado em 2024 por envolvimento com o narcotráfico.

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