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Medo de juros e desemprego derruba confiança do consumidor no Reino Unido
Publicado 26/09/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 26/09/2026 • 10:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
Medo de juros e desemprego derruba confiança do consumidor no Reino Unido
A preocupação com juros mais altos, hipotecas mais caras e as perspectivas de emprego reduziu a confiança dos consumidores no Reino Unido em setembro. O índice de sentimento da S&P Global caiu de 42,9 em agosto para 42,7 neste mês, o menor nível em três meses.
O resultado aumenta a pressão sobre o governo antes do orçamento previsto para outubro. Mais da metade das 1.500 pessoas entrevistadas pela S&P Global afirmou esperar uma elevação do custo dos empréstimos no próximo ano, segundo o The Guardian.
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Além dos juros, o mercado de trabalho passou a pesar mais sobre a percepção das famílias. Além disso, a confiança dos consumidores em relação às condições de emprego atingiu o menor nível em três anos e meio.
A pesquisa aponta que a cautela das empresas na contratação e as preocupações com o impacto da inteligência artificial sobre os empregos contribuíram para a piora do indicador. O número de funcionários registrados em folha de pagamento caiu de forma contínua nos últimos seis meses, enquanto as vagas disponíveis chegaram ao menor nível em cinco anos.
Apesar disso, analistas consideram que o mercado de trabalho britânico demonstrou resiliência desde o ataque dos Estados Unidos ao Irã e a forte alta nos preços de combustíveis e energia. A redução de funcionários e vagas, porém, indica maior preocupação das empresas com a rentabilidade para o próximo ano.
O aumento das taxas também aparece no mercado imobiliário. A taxa média para hipotecas residenciais com juros fixos de dois anos chegou a 5,88% na segunda-feira, contra 5,84% na sexta-feira. Segundo a Moneyfacts, foi o maior patamar desde 16 de abril. Além disso, nos financiamentos com prazo fixo de cinco anos, a média avançou de 5,88% para 5,92%, maior nível desde outubro de 2023.
Para um financiamento de £250 mil (aproximadamente R$ 1,7 milhão) com prazo de 25 anos, a elevação das taxas pode representar cerca de £150 (R$ 1.025) a mais nas parcelas mensais, em comparação com os valores registrados no início de março de 2026. Dessa forma, dados oficiais também mostram que o débito automático médio usado para pagar os custos mensais das hipotecas passou de aproximadamente £600 (R$ 4.100) para £900 (R$ 6.150) nos últimos quatro anos.
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Siga o Times | CNBCA cautela também aparece entre as empresas. A Câmara de Comércio Britânica pediu mais apoio do governo aos negócios após uma série de aumentos de impostos nos últimos dois anos, incluindo a elevação das contribuições previdenciárias pagas pelos empregadores.
Uma pesquisa da entidade com 5 mil empresas, realizada no segundo trimestre de 2026, mostrou que apenas 17% planejavam aumentar os investimentos nos meses seguintes. Além disso, foi o menor percentual desde o fim da pandemia.
Para Maryam Baluch, economista da S&P Global Market Intelligence, preocupações com preços de energia, custo de vida e emprego estão reduzindo a melhora de confiança registrada anteriormente em relação ao novo governo. Ela também apontou dificuldades crescentes para acessar crédito. Segundo a S&P Global, o cenário indica maior expectativa de condições monetárias restritivas e aumenta os riscos para a economia.
A queda na confiança ocorre poucas semanas antes do orçamento de John Healey. Dessa forma, o ministro das Finanças poderá anunciar aumentos de impostos para compensar a alta dos custos dos empréstimos do governo, que avançaram em resposta ao conflito no Oriente Médio.
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Uma possibilidade seria concentrar os aumentos sobre grupos mais ricos, incluindo uma elevação do imposto sobre ganhos de capital. Analistas, porém, avaliam que medidas pontuais dificilmente gerariam recursos suficientes para financiar gastos maiores com defesa e o aumento dos custos da dívida, mantendo uma margem de segurança de pelo menos £20 bilhões (R$ 136,68 bilhões).
Ao mesmo tempo, no Reino Unido, o líder dos Liberais Democratas, Ed Davey, defendeu a redução do imposto sobre combustíveis para compensar parte da alta nos preços da gasolina e do diesel. Na Alemanha, o governo anunciou planos para reduzir em cerca de 15 centavos de libra o imposto sobre combustíveis a partir de 1º de outubro.
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